Espaco Arte Aco – Vlavianos

Postado em Uncategorized com as tags em novembro 25, 2010 por cinemartvfaap
Larissa Padua Teixeira

Larissa Padua Teixeira

O artista Grego Vlavianos faz esculturas de aco totalmente livres, com formas que valorizam o movimento, tenta valorizar o vazio, em suas fendas, espacos interiors, cores escuras e claras e a oxidacao do aco. Mostrando formas tridimencionais com formas abstratas. Seus desenhos trabalham com poucas cores, retratando suas obras de varias perspectivas diferentes.

Me parece que o artista tenta pegar alguns conceitos de arte dadaista e surrealista e mistura com o moderno, tentar colocar um sentimento nessa obra, mas para mim parece uma farca, como Andy Warhol, ele pega as grandes ideias de movimentos artisticos revolucionarios e coloca-o como um material de construcao, para modernizer sua arte. Nao me trouxe nenhum sentimento, e os temas abordados nao tem nenhum toque refinado de intelectualidade, ele apenas pega sua fenda e seus acos e mistura e cola e colca-o como algo sem critica, simplismente por colocar.

Caixa Cultural – Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2083- Cerqueira Cesar
23 de outubro a 28 de novembro
tercas a sabados- 9h as 21h
domingos e feriados – 10h as 21h

tel: (11)3321-4400

“Impressões” – Renata Ghirotto

Postado em Uncategorized em novembro 23, 2010 por cinemartvfaap

 

Ligia Bombo Sarkis

 ”Impressões”, Renata Ghirotto.

Apesar de já ter sido premiada e recebido menções honrosas, “Impressões” é a primeira mostra individual da artista plástica Renata Ghirotto.  A exposição, que ocorre na “Casa do Salgot”, em Piracicaba, conta com 14 obras nas quais predominam as cores, contrastes, luz, sombra e fortes pinceladas.  Seu tema mais freqüente é a paisagem de Piracicaba.

Ghirotto trabalha, predominantemente, com a pintura a óleo. Em geral, suas paisagens são bastante intensas e “carregadas”, o que, particularmente, não me agrada tanto, como é o caso da obra “Casa do Povoador”, abaixo.

Além da pintura a óleo, Renata também trabalha com outras técnicas como acrílica, pastel seco, lápis e carvão. A que mais me intrigou foi a obra “Museu Luiz de Queiroz”, que retrata o museu da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (USP) de Piracicaba. A paisagem que envolve o museu, de fato, ao vivo, é muito bela e transmite uma enorme placidez com todo um conjunto de árvores, flores, além do laguinho à sua frente. Contudo, Renata optou em representar tal cenário não da forma como ele se apresenta, mas com certa “seriedade”, sendo o vermelho a cor pastel que a conceitua. Isso me causou um certo estranhamento e me fez pensar o que a pintora quis passar com essa forma de representação. As razões podem ser diversas. Como não consigo pensar este ambiente com um tom sombrio ou misterioso, para mim a pintura simplesmente retrata o reflexo da luz solar, no pôr do sol, sobre tão exuberante paisagem:

Não me agradaram muito as obras feitas com lápis de cor. Apesar de serem mais leves do que as pinturas a óleo, as achei bastante simples e sem atrativos. Um exemplo disso é o quadro “Margem do Rio Piracicaba II”, exposto abaixo:

A pintora também retratou algumas paisagens mineiras. Gostei da obra “Paisagem Mineira” não tanto pela sua técnica, a óleo, nem pelas suas cores, que tornaram a obra um pouco pesada, mas pelo que ela representa: a calmaria da vida rural, a simplicidade, o nada e o tudo. Me sintonizei com a pessoa na janela, que contempla a natureza à sua volta:

 

Algo que me chamou muito a atenção foi o lugar onde ocorreu e sempre ocorrem exposições. Chama-se: “Casa do Salgot – sabores e saberes”. É um lugar onde as pessoas podem comer, tomar um café, socializar e também admirar arte. Vejo tal iniciativa como uma forma de incentivar a arte e levá-la aos lugares onde qualquer pessoa possa ir e normalmente vai, incitando, mesmo os não mais chegados, a se voltarem para uma obra de arte, podendo desenvolver o seu gosto por isso, já que é muito seleto o público que de fato se disponibiliza a ir a exposições.

“As paisagens e desenhos inéditos realizados para esta exposição são o grande canal de comunicação para que eu possa compartilhar essas IMPRESSÕES e buscar novas linguagens…” Renata Ghirotto

 

Serviço da exposição:

Quando: Seg – Sex: das 10hs ás 19:30hs

                      Sab: das 10hs ás 13:30 hs

Onde: “Casa do Salgot – sabores e saberes”. Rua Floriano Peixoto, 2088 - Centro. Piracicaba – SP.

Telefone: (19) 34328647

Quanto: Gratuito

Até quando: de 10/11 até 02/12

Links relacionados: http://casadosalgot.com.br/site/expo.html

Tsunami vs Terremoto, de Thiago Cóstackz

Postado em Uncategorized em novembro 18, 2010 por cinemartvfaap

Bruna de Oliveira

“O que rainhas, tsunamis, maçãs, Buda, cientistas, gosmas rosas e alienígenas têm em comum? É com esta pergunta inicial que o artista abre a mostra para instigar o visitante não a uma, mas a múltiplas respostas sobre o que significa ser um habitante no planeta terra em 2010 ou, numa linguagem metafórica, descobrir quem ou quais seriam os verdadeiros “tsunamis sociais”. “Charles Darwin, Lady Gaga, Stephen Hawking, um Santo ET, a tecnologia, ou uma savanização da Amazônia – abalo muito maior do que um Tsunami vs Terremoto?” indaga Cóstackz”.

Logo na entrada, do lado esquerdo, vemos as “celebridades” citadas acima. O artista faz uma seleção bastante eclética, desde Stephen Hawking até Lady Gaga, passando por um macaco que declara seu amor por Darwin.

Do outro lado uma vídeo arte é exibida, mas tem muuuita propaganda até ela começar, o que é bem cansativo. No fim o vídeo nem é grande coisa, é uma animação que envolve as obras do artista.

Vídeo arte

Há uma parte chamada “Golden Queens”, na qual são retratadas rainhas reais e fictícias. Rainhas não só no sentido literal, como Maria Antonieta, há também obras retratando Carmen Miranda e Lady Di. São mulheres que tiveram um papel importante, que foram ícones, e ao lado dos quadros há uma parede inteira explicando a história de cada “rainha” retratada.

Maria Antonieta

Lady Di

Carmen Miranda

A exposição possui um cunho político e social. Todas as obras são feitas com materiais ecológicos, como tintas à base de água, que não poluem o ambiente. Embaixo de uma das obras o artista comenta o novo código florestal, o que ele diz ser “um retrocesso das conquistas ambientais”.

Além disso, há uma escultura, feita em homenagem à rainha Teodora, que após a exposição será leiloada em prol da campanha do câncer de mama.

Não vi uma por uma, mas acredito que todas as obras possuam uma faixa cinza imitando uma rua. Talvez seja uma crítica à intensa urbanização pela qual o planeta passou e ainda passa? Há também uma parte contando a biografia do artista, que no meio diz que nas obras “as formas parecem estar em metamorfose, por que no fundo tudo à nossa volta realmente parece estar em metamorfose”, até nós mesmos.

Gostei bastante da exposição, mesmo não sendo tão fã de pop art. O bom é que é num lugar super acessível, no meio da paulista, é bem espaçoso e pode fotografar à vontade. Gostei de várias obras, mas as preferidas foram “Big apple RJ?”e “Big apple SP?”:

Exposição “Tsunami vs Terremoto”
Período: de 27 de outubro a 25 de novembro
Das 10h às 22h. Grátis
Local: Shopping Center 3
Endereço: Avenida Paulista, 2064 – Cerqueira César
Telefone: (11) 3285-2458

Links:

http://www.costackz.com/

http://www.shoppingcenter3.com.br/

SAMI AKL

Postado em Uncategorized em novembro 18, 2010 por cinemartvfaap
 

 Por Beatriz Cavalieri

Flier Sami Akl

Flier Sami Akl

  Logo na entrada, me admirei com um quadro grande de Marilyn Monroe em branco e preto, mas com  um batom vermelho forte. Ao me aproximar da pintura, vi que o preto e o branco se sobressaltavam e Sami me explicou que sua técnica é justamente dar retocar originalmente, as fotos xerocadas e ampliadas. Quando xerocadas, a imagem perde sua definição, empobrece, perde refinamento ou mesmo a perfeição da linguagem.  O trabalho de Sami começa ao selecionar a tonalidade, freqüentemente optando pelo escuro, que faz com que muitos sinais de originalidade da imagem desapareçam. A imagem é colada na tela, que fica toda franzida, por causa da cola e da umidade que interfere no papel. Depois de seca, a imagem estica e assim a tela é fossilizada e o rótulo de Sami Akl é criado. Esse “xerocão” é trabalhado com tinta aguada (ecoline, guache), tinta a óleo e muitas outras técnicas.  Uma vez faltou um pouco de tinta e ele usou  maquiagem de suas filhas para pintar. Depois da tinta, o lápis dermatográfico ( para pele) é utilizado. Sami considera seu trabalho como se fosse “corpo” e a tela como se fosse uma pele, por isso todo o seu trabalho é cuidadoso e cauteloso. Ele opta por telas grandes para poder trabalhar aos poucos e detalhadamente em todas as partes da pintura.

Breakfast at Tyffany´s

Breakfast at Tyffany´s

Marilyn Monroe para Channel

Marilyn Monroe para Channel

Audrey Hepburn Breakfast at Tiffany's

Audrey Hepburn

 Perguntei para ele porque ele tinha tantas pinturas de Marilyn Monroe. Ele me contou um pouco sobre sua história e pude perceber que as escolhas dos ícones e até mesmo pela cor do batom, refletem suas memórias.  Ele relata que sua mãe sempre fora muito vaidosa, preocupada com a beleza, assim como hoje muitas mulheres são.  Percebi então que Sami, busca retratar a contemporaneidade, influenciada por sua personalidade, visão do mundo e principalmente sua genialidade. Formado em arquitetura, seus traços são sempre presentes sobre suas telas dando um toque único e original.Poderia passar horas escrevendo sobre o meu encontro com o meu quadro favorito, a pintura da cena de Bonequinha de Luxo “Breakfast at Tyffany’s”. Bonequinha de Luxo é um dos meus filmes favoritos da atriz Audrey Hepburn ( que esta no topo da  minha lista de atrizes favoritas). O quadro traz um sombreado original, contrastando com a suavidade do branco de sua pele e charme de tom perolado. Sami me disse que tem vivido a fase do “tom perolado”, freqüentemente utilizado em seus quadros mais recentes.  No quadro de Audrey Hepburn, o que mais me encanta foi o toque do perolado que enfatiza os elementos de hostilidade carregados por Holly Golightly (Hepburn no filme). A sensibilidade de Sami transparece nos seus traços e tons escolhidos. Na cena original do filme, o carro que transita atrás de Audrey não é realmente verde, mas o artista escolheu a cor forte para contrastar com o preto e branco de Nova Iorque.

 Não tenho palavras para dizer o prazer que tive em conhecer a arte de Sami Akl. Ele se tornou um ídolo e se pudesse ressaltar uma marca registrada deste artista, diria para perceberem os tons de batom que ele escolhe. O Batom que há séculos é utilizado por mulheres para colorir os lábios com o intuito de ficarem mais belas. O batom já teve diversos simbolismos com o decorrer do tempo, representando; poder, manipulação, reprodução, sensualidade… O artista sobre a qual vos escrevo teve a sorte de escolher a cor para pintar a boca de suas mulheres de seus quadros. A interpretação de cada cor de batom depende daquele que admira o quadro. Eu particularmente gosto mais do batom de Marilyn Moroe quando beija Richar Allen, (quadro) sua boca esta simetricamente ao centro da tela enquadrado de forma que a primeira coisa que notamos ao olhar para o quadro é a boca pintada com o batom.
 

Marilyn Monroe e Richard Allen

Marilyn Monroe e Richard Allen

 

 

 

Enjoy Sami Akl pelo numero do celular-71172020 (Ele está se dispôs a vontade para quem quiser visitar o atelier. É só ligar e marcar horário.)

www.samiakl.art.br

 Beatriz Cavalieri

Ami Winehouse

Ami Winehouse

Kurosawa – Criando Imagens para Cinema

Postado em Exposições com as tags , , , , , , , , em novembro 12, 2010 por cinemartvfaap

Apesar do pequeno acidente, cheguei bem.

 

Dentro da exposição, fotografado pelo gentil segurança do instituto

Por André Montoro

       

        Em face a comemoração do centenário de seu nascimento e o evento da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2010, a exposição “Kurosawa – Criando imagens para o cinema” traz cerca de 80 storyboards dos derradeiros filmes de Akira Kurosawa, um dos maiores diretores do mundo. Os storyboards encontram-se organizados por filme e há uma contextualização sobre a feitura e assunto de cada película. Há algumas frases e explicações sobre o jeito de Akira pintar seus quadros, reprodução de anotações do próprio, alguns de alto teor filosófico. Um detalhe importante: a exposição é gratuita.

        Apesar de ter assistido somente seu filme Ran (1985), fiquei impressionado com a textura e cor de cada storyboard , que pode ser considerado um quadro e obra de arte de alto valor artístico e cultural. Certos storyboards de filmes como Madadayo (1993) me lembraram fortemente o estilo de Van Gogh, que no folheto da exposição até é citado como influência do cineasta. Seu estilo nas pinturas mescla a forte origem nipônica, com traços de sua escrita, bem leves e os pesados do expressionismo e pós-impressionismo. É utilizada uma mistura de aquarela nas formas gerais, giz de cera e caneta hidrográfica para acentuar as características. A estrutura da mostra até pode parecer simples, sem nenhuma grande inspiração, mas é honesta e faz com que a atenção foque-se diretamente nas maravilhosas e viajantes obras do mestre Akira Kurosawa. A complexidade está em suas imagens, que apesar de ter tamanhos entre folhas A3 e A4, tornam-se gigantes em nossas mentes, (sem efeito de psicotrópicos!). Uma curiosidade foi do fato de que há alguns storyboards, principalmente de seu filme Sonhos (1990), que não foram filmados, mas que estão magistralmente pintados e se destacam como as obras mais líricas e fantasiosas, em que a imagem não tem limite para ser sonhada. Constatando a impossibilidade do registro fílmico, ela agrega à obra cinematográfica como um complemento.

Ran (1985)

Erupção do Monte Fuji - Sonhos (Yume, 1990)

 

Cartaz na Mostra, de cena não realizada do filme Sonhos (Yumi, 1990)

 

 

 

 

 

 

Serviço da exposição:

Quando: terça a domingo. das 11 a 20h.

Onde: Instituto Tomie Ohtake – Rua Coropés, 88, Pinheiros, região oeste, tel.: 2245-1900

Até 28/11

Links Relacionados:

Akira Kurosawa: http://migre.me/29B36

Sobre suas pinturas (inglês): http://migre.me/29Bn6

Instituto Tomie Ohtake: www.institutotomieohtake.com.br

Akira Kurosawa e Francis Ford Coppola

 Francis Ford Coppola sobre Kurosawa:

“Uma coisa que distingue Akira Kurosawa dos outros, é que ele não faz uma ou duas obras-primas, ele faz, você sabe, oito obras-primas.”

parque Güell – Barcelona

Postado em Uncategorized em novembro 12, 2010 por cinemartvfaap

entrada do parque

 

Dalia Czeresnia Kochen

PARQUE GÜELL – projetado por Antoni Gaudí (financiado por Eusebi Güell)

O parque Güell é um dos maiores atrativos de barcelona. projetado por Gaudí, um dos maiores artistas da história da Cataluña, o parque surpreende em todos os seus ambientes. Como grande defensor do meio ambiente, Gaudí se preocupou em adaptar seu projeto à paisagem ja existente, sem devastar áreas verdes, apenas “complementando” a paisagem com formas orgânicas e obras inexplicavelmente bonitas.

são inúmeros ambientes, obras, detalhes escondidos. é fascinante observar como Gaudí ousa nas formas, cores, texturas, e ao mesmo tempo deixa tudo tão orgânico em relação ao todo.

o parque é imenso (apesar de ser bem menor do que o projeto inicial de Gaudí) e possui dentro dele um museu chamado “casa gaudí”, que exibe objetos pessoais, materiais de trabalho, entre outras coisas pessoais do arquiteto (para quem não sabe, Gaudí é arquiteto por formação).

um dos ambientes que mais me surpreendeu além da entrada que é indiscutivelmente incrível, foi a ”gran plaça circular”. aparentemente um simples espaço aberto, cercado por um enorme banco (com cerca de 152 metros) que a primeira vista parece ser muito desconfortável… até o momento em que você senta nele. além de ser uma das coisas mais confortáveis do mundo, o banco é inteiro coberto por mosaicos coloridos. além disso, no espaço vazio que o banco delimita, músicos, malabaristas, artistas, pessoas fazendo piqueniques, enfim, pessoas fazendo o que gostam pelo puro prazer de fazer o que gostam.

banco da gran plaça circular

 

entrada do parque

serviço da exposição:

endereço: Park Güell – montana pelada

tel: 00 34 93 424 38 09

mais informações em: www.gaudiclub.com ou mande um e-mail para info@gaudiclub.com

a entrada é de graça e os horários de funcionamento variam de acordo com os meses:

novembro a fevereiro: 10h as 18h

abril a setembro: 10h as 19h

maio a agosto: 10h as 20h

o museu casa Gaudí (localizado dentro do parque) custa 4 euros para entrar e funciona todos os dias das 10h as 18 e de abril a setembro das 10h as 20h

FAST FORWARD – Arte Contemporânea Britânica no Brasil

Postado em Uncategorized com as tags , em novembro 9, 2010 por cinemartvfaap

Por Juliana Martins de Brito

 A exposição Fast Forward reune 25 trabalhos assinados por dezessete artistas britânicos, que são: Anish Kapoor, Damien Hirst, David Batchelor, Gary Hume, Gerard Hemsworth, Grayson Perry, Henry Krokatsis, Ian Devenport, Julian Opie, Marc Quinn, Mark Wallinger, Michael Craig-Martin, Michael Stubbs, Rachel Whiteread, Richard Galpin, Tracey Emin e Tony Cragg. A maioria das obras abusa dos elementos kitsch. Constitui em um expessivo panorama de reprodutibilidade técnica contemporânea. A exposiçao exibe séries resultantes da combinaçao entre gestos e alta tecnologia, as obras foram realizadas através de processos de soma, sobreposiçao e transitoriedade de um meio a outro.

Eu, sinceramente, não achei nada de mais nessa exposição, há umas imagens em 3D que causam uma surpresa maior, mas nada que torne a exposição imperdível. Talvez para quem é fã de cores fortes, puxadas para o neon, possa até gostar. O bom é que são poucas obras então é possível analisar todas com calma sem se precoupar com o tempo. O espaço é bem legal, isso vale a pena conferir, o Centro Brasileiro Britânico é bem bonito.

Artista: Michael Craig-Martin

Racks

Artista: Damien Hirst

Crânio de diamante

Artista: Damien Hirst

portifolio de 6 borboletas

SERVIÇO

Centro Briânico Brasileiro.
Rua Ferreira de Araújo, 741.
tel: 3819-4120
Segunda a sexta das 10h às 19h; sábado, domingo e feriados das 10h às 16h. Grátis.
Até 27 de novembro.

Na falta de Kurosawa, Xilogravura.

Postado em Uncategorized em novembro 5, 2010 por cinemartvfaap

1 - 

2 – meu nome:
Yghor Boy
3 – o título e o autor:
XiloGráfico – Rubem Grilo
4 – descrição da parada:
Após o fim da ditadura, Rubem Grilo deixa de fazer xilogravuras para ilustração de jornais e passa a desenvolvê-las como expressão de seu próprio intelecto e personalidade. A exposição apresenta gravuras dessa época da vida do artista.
5 – a exposição para o Yghor Boy:
Tenho que confessar que o que realmente desejava era postar no blog um texto referente à Exposição Comemorativa do Centenário de Akira Kurosawa que está ocorrendo no Instituto Tomie Ohtake. Impossibilitado, no entanto, de retornar ao local a fim de tirar uma foto de mim na frente do mesmo, acabei tendo que me contentar com Rubem Grilo, no centro da cidade. A exposição é interessante. Há nela um quadro em especial que me chamou a atenção, o Urbanoides. A forma com que ele tratou da sociedade moderna nesse quadro em particular lembrou-me muito o quadro “Green Day” do dadaísta George Grosz e, também, o caoticismo de “The City” do mesmo artista. Enfim, além dessa obra há muitas outras que trabalham de forma bela e, em alguns casos, até mesmo macabra o contraste preto/branco das gravuras. Retomo ao que disse no começo do texto, porém, e digo. Se puder, vá à exposição do cineasta, se sobrar tempo, visite o centro.

6 - 

7 – quando você pode visitar o Rubem:
23 de outubro a 28 de novembro de 2010
Terça a domingo, das 9h às 21h
Praça da Sé, 111 – Centro

http://www.caixacultural.com.br/html/index.html

I in U/ Eu em Tu- como é ser artista no mundo contemporâneo?

Postado em Uncategorized em novembro 5, 2010 por cinemartvfaap

Post por Pedro Tarek Riera

Fachada do CCBB

A artista norte americana Laurie Anderson tenta dar a resposta a esta pergunta em sua exposição I in U/ Eu em Tu, atualmente instalada no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da capital paulista.Laurie tenta retratar a transitoriedade do mundo atual em diversas linguagens, a artista não fica presa apenas em apenas uma forma de arte. Essa multiplicidade da artista combina muito com sua trajetória. Laurie começou com a música, mais especificamente era violinista da Orquestra Sinfônica Jovem de Chicago. Mais tarde estudou História da Arte e se especializou em escultura. A partir dai, Laurie não parou mais, lançou cd’s, fez performances, porém, nunca ficou fixada a apenas uma forma de expressão. Muito bem distribuída por três andares do belo prédio do CCBB, a exposição é uma verdadeira viajem por linguagens: desenhos na parede intercalados a poemas ou letras de música, esculturas, instalações audiovisuais.

A artista norte americana Laurie Anderson

A artista norte americana Laurie Anderson

As intervenções da artista no prédio chamam a maior atenção, porque quando vamos a uma galeria ou museu conhecer a obra de algum artista, esperamos encontrar pinturas, instalações, objetos materiais que possamos ver, sentir, ou tocar, já nesta exposição encontramos muitas palavras. Laurie Anderson afirma ser uma contadora de historia, em razão disso a palavra possui grande destaque em sua obra, para a artista a palavra não possui forma definida, a palavra tem diversas formas, diversas sonoridades, por isso a palavras,frases,letras são TRANS-FORMAS, pois seus significados vão além da forma.

Porém, não é só de palavras que é composta a exposição, instalações que combinam diversas formas como por exemplo a mesa onde canções em ondas graves estereofônicas são amplificadas e transmitidas através de conversores de energia, ou o vídeo aonde existe uma mistura de imagens e objetos localizados na sala, e um narrador que conta uma historia.

Enfim, Laurie Anderson, comprava nesta exposição ser verdadeiramente uma artista contemporânea, não fica presa a formas pré estabelecidas pelas galerias, apropria-se do espaço concedido e cativa o público que vê sua obra. Uma artista contemporânea, que retrata o mundo contemporâneo, de uma forma mais do que contemporânea, aliando tecnologia e poesia.

 

Obra da artista Laurie Anderson

Obra da artista Laurie Anderson

 

Obra Handphone Table

 

SERVIÇO

Data: 12 de outubro a 26 de dezembro
Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h
Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Recepção/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Agendamento de visitas monitoradas: gratuitas, com agendamento prévio para terça a sábado, pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h | Aos domingos, mediante solicitação no balcão de informações, no térreo, das 10h às 19h
Classificação: Livre
Entrada Franca

Vincent van Gogh: Campagna Senza Tempo-Città Moderna/ Timeless Campo e Cidade Moderna

Postado em Uncategorized em novembro 3, 2010 por cinemartvfaap

Gabriela Fernandes Rocha

 

 Roma a cidade que respira história 24horas, está oferecendo a exposição mundial de Vincent Van Gogh: Timeless Campo e Cidade Moderna. Com mais de 110 obras de arte. A exposição está sendo feita no monumento Vittoriano pelo Fórum Imperial, no centro de Roma. Na exposição de Van Gogh, holandês pós- impressionista podemos observar também obras de grandes artistas que influenciaram o pintor, artistas como: Cézanne, Pissarro Millet, Gauguin e Seurat.

A exposição explora a oposição da cidade e do campo em que o campo  tem sua paisagem que não é afetada pelo tempo e seu ambiente é permanente, já por outro lado o movimento rápido da vida na cidade moderna é retratado, e seu foco especial é em Paris.

 

O que me chamou atenção foi logo no início em que na entrada da exposição temos que subir uma escadaria. Ela dá de frente para uma das principais obras de Van Gogh, a obra do  Auto-Retrato 1887.

 

O pintor pós- impressionista me deixou impressionada, sem fazer neologismo ou piada, mas o tamanho da obra nessa exposição e a obra em si é linda. Então já gostei dessa exposição logo de cara.

Eu assumo que também já gostava do pintor, achava ele um grande artista devido seu desprezo pelas convenções, e também o admiro por saber que ele estudou muito, era uma pessoa inteligente, e seus estudos contribuíram para formação de suas obras. As pessoas achavam que ele era apenas louco que fazia meros rabiscos, porém ele sabia exatamente o que pintava. Pena que suas obras só ficaram conhecidas e tiveram valor após sua morte. Voltando a exposição de Van Gogh, observa-se que ele se baseia na idealização da imagem da vida rural que seria imutável esse conceito é observado nos retratos de agricultores, eles em ação de seus trabalhos no campo, as estações do ano também são fielmente retratadas junto das figuras. São exemplos para a sua pintura os campos holandês e francês. Uma obra bem bacana é :

A cidade também foi importante para o pintor, pois era considerada a experiência contemporânea. O progresso da indústria na cidade estava mudando para sempre o destino do homem. Na cidade Van Gogh pode expressar seu sentimento de modernidade.

O que eu achei legal também foi a não exclusividade de obras do Van Gogh, a exposição tem  também obras dos artistas que o influenciaram.  Então se vocês tiverem a oportunidade de irem até Roma, não esqueçam de visitar a exposição de Van Gogh, não irão se arrepender. Não só pelas obras legais, mas também pela diferente disposição das obras, escadarias, corredores e diversas salas. É tudo bem interessante vale a pena conferir.

Fiquem agora com algumas imagens da exposição:

Serviço da exposição:

 Van Gogh em Roma, de 8 de outubro 2010 até 6 de fevereiro de 2011

Endereço: Complesso Del Vittoriano.-Via S. Pietro in Carcere Fori Imperiali

Informação: telefone 06 6780664

  • Segunda a quinta 9h30 – 19:30
  •  Sexta e sábado 09h30 – 23:30
  • Domingo 9h30 – 20:30
  •  A entrada é permitida até uma hora antes de fechar o tempo.
  •  Os bilhetes custam 12,00 euros inteira e 8,50 meia.
  • Opções de Guias de áudio:- individual 5 euros

– duplo 7 euros

  • Visitas guiadas:- 70 € para adultos (maximo 25 pessoas)

- 45 € para estudantes

A reserva é obrigatória.

  • Site Oficial: www.comunicareorganizzando.it/mostre.asp?ID=189 #
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