Arquivo de setembro, 2010

MEMORIAS REVELADAS

Postado em Uncategorized em setembro 30, 2010 por cinemartvfaap

Museo de Arte Brasileira-MAB-FAAP

Salão Annie Alvares Penteado

12 de Setembro a 12 de Dezembro de 2010

Antonio Bebiano Neto

Curadora: Celita Procopio De Carvalho

A exposição é uma linha cronólogica do museo da Faap e da Faculdade, com depoimentos e obras de pessoas que estudaram aqui e pessoas que não estavam por aqui. Também mostra retratos do criador da fundação Armando Alvares Penteado e Annie Alvares Penteado. Existem obras gráfica de boa qualidade e miniaturas do teatro e de outras partes da Faap.

É bom ver o passado da faculdade para conhecer onde você esta pisando e com os depoimentos de ex alunos, você pode talvez conhecer seu futuro. A exposição esta muito bem arrumada e muito diversificada, e eu gostei bastante.

O único problema é que você não pode tirar nenhuma foto la dentro, isso é um pouco chato.

Para quem quiser ver:

Rua Alagoas, 903

de terça a sexta-feira, das 10 às 20h. Sábados, domingos e feriado, das 13 às 17 h

Ou dem uma passada pela primeira vez no museo da faculdade.

http://www.faap.br/museu/

Tékhne

Postado em Uncategorized em setembro 24, 2010 por cinemartvfaap

Pedra Luz - Projeção espelhada

Entrada Faap

Esta semana, depois de conhecer acidentalmente Guilherme Isnard, cenógrafo responsável pela montagem das exposições “Memórias Reveladas” e  “Tékhne”, já em “exibição” desde 12 de setembro na Faap, e depois de ter visto algumas fotografias instigantes das exposições, resolvi desbravar a Tékhne.

O termo grego Tékhne possui diversos significados e associações, mas é empregado nesse caso específico com o significado de “arte”, “poesia”. Tékhne vem à mostra com o objetivo de revisitar outras exposições já realizadas na Faap, cujo material coletado (obras e instalações) explora a relação dicotômica entre a arte e a técnica.

A infraestrutura da exposição é impecável. Muito bem projetada e organizada. Desde um cano de um revólver que sai da parede, até o corredor que balança dependendo de onde se pisa, a exposição é bem divertida.Tékhne consegue definitivamente tratar a questão arte x técnica em vários aspectos, com uma dinâmica bem interessante.

O que mais me chamou a atenção foi a instalação “Pedra-Luz”, tão comentada pelos visitantes, na qual nos deitamos sobre um colchão no chão, que fica alinhado sob um espelho de mesma proporção fixado no teto. Imagens aleatórias da natureza são projetadas no enorme colchão que, combinado à imagem de quem está deitado, produz no espelho um auto retrato, que penso eu ser peculiar à percepção de cada um.

Para vocês que trafegam pelo Prédio 1 da Faap e passam despercebidos pelos saguões culturais do MAB, como eu próprio costumava fazer, recomendo que façam ao menos uma breve visita a alguma das duas exposições atualmente à mostra.

A exposição vai até o dia 14/11 e funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 20h. Sábados e Domingos das 13h às 17h.

Telefone: 3662 7198 Entrada Franca

Confluência de Horizontes

Lucas Haas

“Estúdio de Arte Irmãos Vargas”

Postado em Uncategorized em setembro 24, 2010 por cinemartvfaap

Isadora Ribas Capellanes

Na Pinacoteca do Estado de São Paulo fui ver  ’Estúdio de Arte Irmãos Vargas’, exposição que se trata de fotografias tiradas por Miguel e Carlos Vargas. Todas as fotografias foram tiradas na cidade natal dos irmãos, Arequipa, Peru, durante  1912 e 1930, uma época de ouro da fotografia peruana. A mostra conta com 75 imagens em preto e branco, nas quais  observamos retratos e cenas da vida cotidiana. O estúdio dos irmãos era ponto de encontro de poetas, escritores, atores e artistas para encontros, debates, recitais e exposições. Devido à grande movimentação artística do país na época, os irmãos Vargas conseguiram prosperar no ramo artístico com suas fotos requintadas. Porém, com a Grande Depressão, as fotografias de Miguel e Carlos sofreram alterações, se tornando mais popular.

Ao entrar na mostra, me deparei com retratos, fotos de estúdios, com uma qualidade excelente, com cenários cuidadosamente trabalhados e de extrema delicadeza. Algumas fotografias pareciam pinturas que se valiam do claro-escuro, sendo que se via apenas um breu ao fundo e a pessoa retratada iluminada. Já em outras, o pano de fundo era bem visível. O que me chamou mais atenção nessas fotografias foram os olhares dessas pessoas, que, ao mesmo tempo, mantinham ar enigmático e pareciam ter suas almas reveladas. Duas fotografias que gostei muito foram: “Isabel Sanches Osório”, com sua sensualidade sutil, e “Julia Remy”, que mantinha um olhar sereno diante dos fotógrafos.

Andando um pouco mais, encontrei algumas fotografias mais populares dos irmãos Vargas. Nelas, eles conseguem manter a mesma delicadeza da fase antiga. A maioria das fotos foram tiradas nas ruas, longe do estúdio. Uma sequência interessante é a “Recrutas no quartel de Santa Marta”. Na primeira são apresentados homens de perfil com um general (?) ao lado; na segunda, homens estão de frente, com aparência cansada (até tive a impressão de suas faces estarem mais escuras que o resto do corpo); e, por fim, na terceira, homens, também de frente, com aparências que não consigo descrever, me pareceu ir além da exaustão.

Outra série dos irmãos chama-se “Noturnos”, com fotografias tiradas na cidade durante à noite. Essa parte foi a que menos encantou.

A exposição ainda conta com cerca de 20 negativos de vidros inéditos. Muito legal. Enfim, recomendo tal mostra, as fotografias são lindas!

Quando: Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02 – Luz – Tel. 11 3324-1000
Até quando: de 18 de setembro a 14 de novembro
Quanto: R$ 6,00 / meia: R$ 3,00 – Grátis aos sábados. Crianças até 10 anos e idosos com mais de 60 anos não pagam entrada.

Links:  http://www.pinacoteca.org.br

 

Antonio Dias – Anywhere Is My Land

Postado em Uncategorized em setembro 24, 2010 por cinemartvfaap

Daniel Ju Man Kim

Anywhere Is My Land – Antonio Dias

Na Pinacoteca do Estado, a exposição de Antonio Dias traz obras de diferentes expressões técnicas e épocas do autor, centralizados em crítica sociais, existenciais, politicas e sentimentais.

Ao entrar na exposição de Dias percebe-se que as obras dos anos 60~70, são aquelas que mais chamam a minha atenção, pois dá impressão que as pinturas saltam da parede com seus fortes amarelos, vermelhos e contornos negros que compõe uma crítica a qual em vários momentos é feita de forma irônica. Ressalta se a obra que deu nome a exposição ”Anywhere Is My Land”, onde diante de um mundo globalizado a poesia e a política começam a se tornar semelhantes, ou no mínimo passíveis de comparação.

Anywhere Is My Land, 1968

Suas obras tem um tom contemporâneo uma vez que suas obras lembram a forma das histórias em quadrinho, e tem temas como estupro, repressão, guerra e suicídio. No entanto há tambem obras que falam sobre o amor; e também do coração.

Sans Titre, 1964

A exposição também conta com uma sala de projecão que apresenta videos artes que discutem o tempo e o espaço de uma arte na forma filmada.

A Ilustração da Arte II, 1971

Recomendo a todos a visita à Pinacoteca, uma vez que Antonio Dias é considerado um grande artista nacional, e por ter sido altamente subversivo,e  por isso interessante e . A exposição vai até o dia 07/11 de 2010,  de terça a domingo, das 10h às 17h30, com permanência até as 18h. É na Praça/Parque da Luz,2 São Paulo logo ao lado da Estção de trem e metô da Luz. 

http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/ site da Pinacoteca,

http://www.antoniodias.com/ site de Antonio Dias.

Por Daniel Ju Man Kim.

Primeira e ultima, Notas sobre monumento.

Postado em Exposições, Uncategorized em setembro 23, 2010 por cinemartvfaap

Primeira e ultima, Notas sobre monumento [First and last, Notes on the monument]

Amanda Flora Sader Costa

A galeria Luisa Strina está fazendo um lançamento múltiplo de vários artistas junto com a inauguração do novo espaço onde a galeria funciona. A exposicao retrata de fato diferentes propostas de leitura criticas que os artistas vem fazendo da escultura e do monumento.

A exposicao Primeira e Ultima, notas sobre monumento marca então essa transicao entre o  espaço histórico onde a Galeria Luísa Strina funcionou por mais de 30 anos e suas novas instalações, inauguradas agora. É ao mesmo tempo uma homenagem ao passado quanto um passo ao futuro. A exposição é disposta de 3 andares, cada espaço tendo seu segredo e significado mesmo passando despercebido, só utilizando o mapa mesmo para desvendar algumas artes que passariam despercebidas.

Logo ao entrar nos deparamos com todos os tipo de artes, fotografias, quadros, esculturas. A primeira delas é de Giuseppe Gabellone, uma serie de 7 fotografias. Onde a escultura foi feita propositadamente para a foto e foi destruída logo em seguida. Ou seja, resta sua materialidade apenas na imagem.

A outra série de fotografias é de Robert Kinmont usa o corpo humano (plantando bananeira) que se sobrepõe a paisagem, que ele designa ser um ‘’monumento solitário’’.

Marcius Galan utiliza o pedestal como corpo escultório, a peca em exposição está em uma caixa cheia de pó com uma maquina de lixar madeira. Mostra que sua obra ainda está em processo. Logo adiante, bem evidente no centro da sala, se apresenta a escultura de Matheus Rocha Pitta , da construção da muralha da china, ele refaz a muralha da china em uma pequena escala usando unicamente papel, talvez seja uma ironia, não?

Da construção da muralha da China

Erika Verzutti cria uma ‘’coluna infinita’’ em bronze com a sobreposição de carambolas, ela diz ser um aspecto nomade da escultura.

Star, Erika Verzutti

Aqui está uma visão geral do primeiro andar:

No segundo andar se encontra os trabalhos de Carlos Garaicoa da série Lo viejo y lo nuevo, 2010, uma gravura francesca do século 19 e cartolina cortada a mão. E Pedro Motta duas fotos de um arquipélago. Carlos Garaicoa retrata o velho e o novo se confrontando em esculturas de papel. Já Pedro Motta expõe duas fotos representando uma documentação de monumentos anónimos encontrados a beira da estrada. Havia uma parte da exposição dentro do escritório da galeria, mas eles estavam com um artista e não deu para visitar, mas há em torno de mais 5 obras naquele espaço.

Finalmente o 3 andar que logo ao subir as escadas nos impressiona, uma porta aberta que da numa varanda repleta de grama. Se não tivesse isso no mapa não acharia que fosse propositado de uma artista e sim do design da galeria em si.

Gramado, Tonico Lemos Auad

Esta obra de arte nos leva a outra do mesmo artista, Clandestino , A cidade .

Há um espaço com a reprodução de documentários, no momento que eu estava lá era sobre A estatuas também morrem, 1953, é um manifesta contra a apropriação que o colonizador faz da arte africana, uma morte simbólica das estatuas. A exposição quer mostra por fim que o monumento se torna uma aposta contra o tempo, o esquecimento, e por ultimo, nosso desaparecimento. Porém essa imortalização que nos traz essas esculturas também tem seu fim, sua ruína, afinal todo inicio comporta um fim. No meu ver, achei muito interessante a exposição pelo fato de não só expor quadros da mesma época, mas sim como se a galeria fosse o livro e as obras o campo lexical da escultura. Muito interessante.

A galeria Luísa Strina se encontra na rua Padre João Manuel, 755.

Período de exposicao: 20 de Setembro a 17 de Dezembro de 2010.

Horários para visitas de segunda a sexta das 10h as 19h, sábados das 10h as 17h.

Escultura LOVE de Robert Indiana em Nova York

Postado em Uncategorized em setembro 16, 2010 por cinemartvfaap

Cartão de Natal desenvolvido por Robert Indiana para o MoMA

A obra LOVE do artista plástico Robert Indiana foi originalmente criada para um cartão de natal do Museu de Arte Moderna de Nova York (Museum of Modern Art – MoMA) em 1964 e exibida como escultura pela primeira vez em 1970 na cidade de Nova York. Hoje em dia, essa primeira escultura da série LOVE criada por Indiana se encontra no Museu de Arte de Indianópolis (Indianópolis Museum of Art). Desde a primeira exibição como escultura, LOVE foi recriada inúmeras vezes ganhando diferentes cores e formas que estão expostas pelo mundo todo além de algumas versões traduzidas.

Meus amigos e eu na escultura LOVE em Nova York

Confeccionada na época em que os Estados Unidos estavam consumidos pela Guerra do Vietnã, a escultura LOVE se tornou um simbolo de paz entre os americanos. A versão de Nova York foi terminada em 1970 e instalada em 1971.

Medindo 3.65 metros de altura, a obra está exposta na 6a Avenida (6th Avenue) propondo amor em vermelho entre os enormes arranha-céus da cinzenta Nova York.  Estudos indicam que a versão nova iorquina de LOVE é o segundo ponto turístico mais fotografado na cidade, perdendo apenas para a estátua da liberdade.

Sobre o autor:

O artista plástico Robert Clark, nasceu em Indiana em 1928, mas adotou como “nome artístico” o nome Robert Indiana em homenagem a sua cidade natal. Artista referência da arte pop norte-americana das décadas de 60 e 70, usa elementos da linguagem como matéria-prima, sejam letras, números ou palavras. O cartão LOVE é provavelmente a imagem pop artística mais distribuída pelo mundo, foram confeccionados 300.000 unidades. Suas criações já desfilaram de estampas de grifes famosas a capas de discos e livros.

“Algumas pessoas gostam de pintar árvores. Eu gosto de pintar o amor. Acho que é mais significativo do que pintar árvores”

Robert Indiana sobre a série LOVE
Eu na versão Nova Iorquina da escultura LOVE

Versões de LOVE nos Estados Unidos:

  • Sexta avenida de Nova York.
  • Biblioteca E. W. Fairchild-Martindale, campus Asa Packer na Lehigh University.
  • Campus do Pratt Institute campus em Brooklyn, Nova York.
  • Indianapolis Museum of Art, Indianopolis, Indiana.
  • Centro cívico de Scottsdale, Arizona.
  • LOVE Park em Filadelfia.
  • Museu de arte de Nova Orleans.
  • Campus de Middlebury College, Vermont.
  • Universidade da Pensilvania, Filadelfia.
  • Museu de arte a Brigham Young University, Utah.
  • Campus de Ursinus College em Collegeville, Pensilvania.
  • Rede Rock Resort Spa and Casino]] em Las Vegas.
  • Wichita State University em Wichita, Kansas.
  • City Park em Nova Orleans, Louisiana.

Versões de LOVE pelo mundo:

  • Praça do Sagrado Coração em Bilbao, Pais Basco, Espanha.
  • Taipei 101 em Taipei, Taiwan.
  • Distrito Shinjuku em Tokio, Japao.
  • Orchard Road em Singapura.
  • West Georgia Street em Vancouver, Canada.
  • Museu de Israel em Jerusalém com a palavra ahava, (amor em hebreu).

Links Relacionados:

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Indiana

http://www.scottsdalepublicart.org/collection/love.php

http://www.newyorkfirst.com/gifts/7314.html

http://www.artcyclopedia.com/artists/indiana_robert.html

http://12.172.4.131/collection/browse_results.php?criteria=O%3AAD%3AE%3A2812&page_number=&template_id=6&sort_order=1

Postado por Cintia Esteves

`Arandú Porã – Fotografia Guarani`

Postado em Exposições em setembro 15, 2010 por cinemartvfaap

Um grupo de índios Guarani expõe no Memorial da América Latina fotos feitas por eles mesmos. Os índios Guarani são de uma reserva situada no pé da Serra do Mar, na região da praia de Boracéia, no Litoral Norte de São Paulo, a aldeia do Ribeirão Silveira.

Conhecer-se, significa para os Guarani, enxergar a natureza como a sinergia de detalhes que formam o todo. Esse “jeito de ser” Guarani envolve entre outras coisas o respeito ao meio ambiente, cuidar bem da natuerza, das águas cristalinas, que são abundantes na aldeia do Ribeirão Silveira.

Os índios fotógrafos selecionados para a exposição são jovens Guarani entre 18 e 25 anos.  Eles mostram nas fotos o profundo respeito que tem pelo meio ambiente e sua espiritualidade. Seu estilo de vida e cultura aparece naturalmente em suas imagens.

Com o apoio do ProAC da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Projeto Arandu Porã convidou o fotógrafo Bruno Schultze para dar a oficina de fotografia aos índios. Os Guarani tiveram aula de história da fotografia, técnica e edição de imagens digitais.

Essa iniciativa dos Guarani de fotografar e expor suas próprias fotos vem de uma tentativa da parte deles de dialogar com o resto da sociedade.

A exposição vai além de expor fotografias tiradas pelos Guarani. É através dela que eles saem da frente das câmeras e vão para os bastidores. Os índios em geral sempre são fotografados e nesse caso eles fotografam a partir do ponto de vista deles, que as vezes é bem diferente do nosso.

São apenas 22 fotos em uma parede vazia, só com as fotografias, sem moldura. Talvez isso tenha sido proposital, para mostrar que as fotos já dizem por elas mesmas.

Mas, eu acho que as fotos mereciam um pouco mais. As fotos ficam em um corredor, parece que jogaram as fotos lá porque não tinha onde colocar. Poderiam ter feito tanta coisa para dar um clima maior à exposição, ou simplesmente colocar as fotos em uma moldura de madeira que lembre a natureza, os índios, ou os próprios índios poderiam ter feito uma moldura, porque geralmente eles fazem muito trabalho manual. Apesar disso, a exposição é linda e bem impactante. Você percebe a ligação que eles tem com a natureza e como isso é forte. Eles respeitam muito mais a natureza do que a gente, talvez porque eles “precisem” mais dela do que nós. Na verdade todo mundo precisa da natureza para sobreviver mas eles vivem com ela diariamente e sabem dar valor a isso.  

Arandú Porá – Fotografia Guarani

Memorial da América Lartina
De 9 de setembro a 2 de outubro
De terça-feira a domingo, das 9h às 18h (exceto quando tem eventos)
Entrada franca
Galeria do Auditório Simon Bolívar
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade 664 (Terminal Barra Funda)

Links relacionados: www.memorial.sp.gov.br/memorial/RssNoticiaDetalhe.do?noticiaId=1806

Postado por: Bruna Carvalho

Um homem. Um poeta. Dez mil personalidades

Postado em Exposições em setembro 9, 2010 por cinemartvfaap

Fernando Pessoa, um dos grandes nomes da língua portuguesa, é um artista com as palavras de uma forma que poucos conseguiram. Ele não tem fases. Ele têm heterônimos que já que invadiram varias línguas.

O museu de língua portuguesa fez e está fazendo um belo trabalho em honrar as obra do Fernando Pessoa por meio de vídeo instalações e com poemas declamados. Sem contar os inúmeros livros que ficam a disposição para quem quiser ter um maior conhecimento de sua rica obra.

O publico tem um contato interativo com os poemas dos heterônimos, que podem estar escritos tanto em português quanto inglês e francês. Há também, sua biografia apresentada com fotos e documentos que o próprio Fernando Pessoa escreveu e alguns desenhos simples, mas bem interessantes.

O museu traz a exposição sobre Fernando Pessoa no primeiro andar. No segundo, ele traz uma bela historia da língua portuguesa no Brasil e no ultimo andar, no auditório, o publico pode ver um curta sobre a origem da língua e depois uma linda serie de declamações de grandes poemas.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Umbraculim – Jan Fabre no Instituto Tomie Ohtake

Postado em Exposições com as tags , , , , , , em setembro 9, 2010 por cinemartvfaap

Caio Ryuichi Yossimi

Em sua exposição itinerante pela América do Sul, iniciada há dois anos no Chile chega ao Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, exibindo 19 obras de seus últimos 30 anos de trabalho, o artista belga Jan Fabre mostra sua fascinação por besouros, cérebros, fluidos corporais, besouros e animais mortos. Ele é um dos grandes nomes da arte contemporânea européia, não só nas artes visuais, mas no teatro também, sua ultima exposição no Brasil foi em 1991, na 21a Bienal de São Paulo.

A exposição ocupa toda a área expositiva do térreo do Instituto Tomie Ohtake, sendo assim o maior destaque dentre as outras exposições.

Ao descermos as escadas do saguão de entrada nos deparamos com algo que parece uma grande caixa de areia da qual encontramos em parquinhos de criança, no entanto dentro desta não há areia e muito menos crianças. Temos aqui cascas de árvore em pedaços preenchendo a caixa e sob estas, formas em bronze que parecem partes de armaduras, ferramentas e cabeças de formiga. Esta é a obra Sanguis/ Mantis Landscape. A obra parece representar um campo de batalha, onde pessoas meio humanas meio formigas batalharam, ou talvez uma luta entre pessoas e formigas. Ao lado desta vemos um vídeo experimento chamado The Problem”, onde ele e outro artista aparecerem rolando pedras gigantes.

Ao lado esquerdo do andar temos 4 salões. No primeiro reside uma instalação chamada de Umbraculim, a place in the shadow to think and work, a qual inspirou o nome da exposição. De primeira vista a instalação parece algo banal, temos formas humanas em tamanho real, cadeiras de rodas, andadores, muletas e dois motores, todos com texturas muito interessantes. Mas não se engane, algo que aprendi com esta exposição é que Jan Fabre e seu gosto pelo grotesco jamais produziria algo tão banal quanto uma obra com texturas “interessantes”. As cadeiras de rodas, andadores e muletas são cobertas de cascas de besouros verdes e as figuras humanas de fatias de ossos humanos.

Os segundo e terceiro salões abrigam duas instalações que dialogam entre si e chocam o público, caso a obra anterior já não tenho o feito. O segundo salão exibe a obra “The protestation of the dead alleycats”. Antes que alguém diga que esta é uma obra com gatinhos-zumbis carregaram placas e armas, pasmem, é uma instalação de gatos de verdade- mortos, empalhados. Este foram recolhidos das ruas depois de morrerem e empalhados como encontrados, o que aqui significa, em posições bastante fúnebres. São vários e estão espalhados pelo local, onde as paredes são pretas e a iluminação é focada nos gatos. Vemos também dois gatos pendurados em ganchos ao centro da sala.

O próximo salão contém a obra “Carnival of the dead street dogs”. Sim, é uma instalação de cachorros mortos, empalhados como foram encontrados. Mas esta possui uma aparência mais…festiva, se assim pode-se dizer, já que temos vários elementos de festa, artigos coloridos, línguas-de-sogra e até chapeuzinhos de festa na cabeça de alguns. É grotesco, irônico, mas reflete certa proximidade à festividade do “Dia de Los Muertos, onde a morte não é algo a se chorar, é uma festa, todos são expostos de forma bastante teatral.

As próximas salas exibem obras como desenhos, onde encontramos muitos desenhos de besouros e desenhos feitos com sangue e…esperma. Sim, esperma. Uma obra que chama atenção é uma escultura dele mesmo em tamanho real sentado em uma mesa com um microscópio, todos cobertos por tachinhas. Há também vídeos de experimentações dele, a primeira com ele e o artista Russo-Americano vestidos de besouros, o segundo é um documentário sobre cérebros, chamado “Is the brain the most sexy part of the body?”. Este acompanha a séries de esculturas de cérebros que os colocam em diversas situações como um cérebro com uma chaminé, outro com um boneco de si mesmo em cima dele segurando rédeas e o ultimo com cortes, sangrando. O último salão também contém a escultura de um crânio mordando um pássaro. Sim, o pássaro é de verdade e a caveira é feita da casca besouros.

As obras de Jan Fabre causam grande impacto, exprimem ironia, melancolia, felicidade, elas são muito orgânicas e criticas, mas acima de tudo grotescas, sendo isto positivo ou negativo, depende de quem as vê. Ele trabalha de forma muito metafórica, utiliza-se do grotesco para passar mensagens, e principalmente do besouro, que, como dito pelo artista, é usado para materializar a memória. Em termos de Freud o besouro é chamado de Wiederholungszwang, visto que ele se repete incessantemente. A proposta de Jan Fabre, portanto, é exteriorizar o que há de mais profundo e, consequentemente, mais grotesco, coisas que poucos mostram, mas todos tem.

por Caio Ryuichi Yossimi

Umbraculum – Jan Fabre. Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201). Tel. (011) 2245-1900. 11h/20h (fecha segunda). Grátis. Até 10/10.

Links relacionados:

http://www.limonada-biz.com.br/noticias/noticia.asp?id=602

http://vilamundo.org.br/2010/08/instalacoes-desenhos-e-fotografias-do-belga-jan-fabre/

http://en.wikipedia.org/wiki/Jan_Fabre

Olhar e ser visto

Postado em Uncategorized em setembro 8, 2010 por cinemartvfaap

A exposição “Olhar e ser Visto” está no MASP.

É composta por diversos pintores de séculos diferentes, de movimentos artísticos divergentes e o que suas obras têm em comum?
São todas Retratos ou Auto-Retratos.

As primeiras telas (tanto da exposição quanto em ordem cronológica) são da alta nobreza: reis, duques, condes,…
Logo depois vêm as obras da família da nobreza, como por exemplo a obra de Van Dyck que retrata os filhos do rei da Inglaterra.

Em seguida há retratos de pessoas comuns e não somente da nobreza e seus consanguíneos. Logicamente é encontrado dentro desses artistas o Van Gogh, com sua obra ”O Filho do Carteiro”.

A partir daí, surgem os auto-retratos, o que foi muito mais prático e barato para os pintores que já não teriam mais que contratar modelos. Paul Gauguin  –  Auto-Retrato

E por fim, os artistas deixam de usar a arte para retratar os modelos e passam a usar os modelos para fazer arte e expressarem aquilo em que acreditam ao invés de ser o mais fiel possivel à visão. Foi o que fez  Picasso em “O Atleta” devido à fragmentação

e Portinari em “O Lavrador de Café” com o aumento excessivo das mãos e pés dos trabalhadores.

A exposição conta com mais de 90 obras pintadas entre 1500 e 1950, o que torna a exposição muito singular e rica culturalmente por conter diversos estilos, muito embora isso a torne um pouco desconexa e a falta da ordem cronológica também faz com que se perca a linearidade. Um estranhamento muito forte é causado ao ver uma obra impressionista em meio à duas acadêmicas e vice-versa, o que infelizmente acontece várias vezes durante a exposição.

MASP – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista
de 3f à domingo, das 11h às 18h

Iniciou: 21 de julho de 2009

Término: Sem previsão

Link relacionado:

http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=12&periodo_menu=

Por Bruna Viana

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