Arquivo de outubro, 2010

Diálogos com Jean Plantu, cartuns pela paz-por Leonardo Santi

Postado em Uncategorized em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

Exposição que está no SESC-Consolação “Diálogos com Jean Plantu”  mostra que devemos prestar mais atenção ao que os cartunistas do mundo estão nos dizendo.

Jean Plantu é um cartunista francês que gosta de desenhar o que está acontecendo na nossa realidade “Sou totalmente dependente da realidade” diz ele. Mas apesar desta relação Plantu não deixa escapar a utopia.

O cartunista acredita que a imagem tenha a força de ser esclarecedora. Seus Cartuns têm um caráter que pode ser desde um toque poético e divagante como pode ser afirmativamente decidido com criticas que tem uma temática voltada para a justiça para o 3º mundo, crítca ao racismo, busca a uma verdadeira polítca, defesa dos direitos humanos entre outros. Jean Plantu-Sem título

Sua arte signifca coincidir a expressão com representação ele declara não ser caricatura, mas uma charge, ou seja, uma imagem com conteúdo voltada a suas críticas. E a exposição esta dividida em obras com os seguintes temas: Cartuns pela Paz, Brasil festa violência e utopia, América: imperialismo, violências e utopias e França da direita a esquerda.

Cartuns pela Paz

Diferença e Preconceito

Brasil festa violencia e utopia

O diálogo citado no título é realizado com Plantu e os cartunistas brasileiros Angeli, Loredano e Chico Caruso que deixaram a mostra obras que propõem uma temática próxima ao do francês e de uma ótima seleção de cores, temas, críticas, traços que fazem com que esta arte tenha um tom marcante. Chavez

Angelini-sem título

Feliz Natal Brasil e França-Plantu

A exposição esta no SESC consolação desde o dia 29 de setembro e vai até o dia 30 de outubro, de segunda a sexta das 10h as 22h, sabado, domingo e feriados das 9h às 18e a entrada é gratuita.

Gorbachev-Chico Caruso

As Construções de Brasília – Marina Galvão

Postado em Exposições em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

Marina Galvão

O seriviço social da indústria, Departamento Regional de São Paulo, e o Instituto Moreira Salles celebram o cinquentenário da capital federal trazendo a São Paulo “As construções de Brasília”. A exposição revela a singularidade de uma cidade planejada para ser a sede do governo e que se tornou cenário de ebulição política, econômica e administrativa. Uma seleção primorosa apresenta os três principais testemunhos da construção – Thomaz Farkas, um dos precursores da fotografia moderna no Brasil, o francês Marcel Gautherot e o alemão Peter Scheier, e exibe obras gráficas e de artes visuais, modernas e contemporâneas, assinadas pelos consagrados Jac Leirner, Cildo Meireles, Mary Vieira entre muitos outros artistas, que abordam a capital tanto no plano das aparencias quanto no simbólico.

Mary Vieira - brasilien baut brasilia, 1957. 118,5x84cm

brasilien baut brasilia (Brasil constrói Brasília) foi o título da participação brasileira na Interbau, exposição de arquitetura inaugurada em Berlim, em 1957, que exibiu pela primeira vez para um público europeu o Plano Piloto e os projetos da nova capital. O pôster da mostra realizado pela artista Mary Vieira parece inspirado na vista aérea de uma imensa floresta. Seus poucos elementos organizados com extrema clareza traduzem visualmente a ideia de que Brasília seria um foco de civilização no meio da mata. Verde como a bandeira nacional, o cartaz anuncia a nova capital como um novo emblema do país.

Marcel Gautherot - Esplanada dos ministérios em construção c.1958. Impressão em jato de tinta sobre papel de algodão 100x100cm

O fotógrafo francês Marcel Gautherot frequentou assiduamente a canteiro de obras da nova capital, sobretudo a pedido do arquiteto Oscar Niemeyer.  Suas fotos tiveram um papel fundamental na divulgação de Brasília,  sendo amplamente publicadas em revistas de arquitetura nacionais e internacionais. Gautherot realizou aproximadamente 3 mil imagens em Brasília. Os trabalhadores aparecem entre as ferragens, quase sempre pequenos em meio à monumentalidade das construções.  A Brasília do fotógrafo mostra um mundo novo, arejado e espaçoso, onde os homens poderiam circular em harmonia.

Thomaz Farkas - Dia da inauguração (laje de cobertura do edifício do palácio do Congresso Nacional) 1960. Impressão em jato de tinta sobre papel de algodão 60x90cm

Thomaz Farkas registrou o canteiro de obras de Brasília. Fez o retrato épico do dia da inauguração. Uma de suas imagens mais emblemáticas da série, mulheres e homens, caminhando sobre a laje do Congresso, como se a imagem nos dissesse que Brasília finalmente seria capaz de reconciliar o Brasil rural e arcaico com sua face moderna.

Em um momento da exposição, observamos o aparecimento de imagens de Brsília em obras, linguagens variadas, de artístas de diferentes gerações por meio de  mapas, cédulas de dinheiro, recortes de jornal, cartazes e cartões-postais. Por um lado, elas discutem o status da cidade como emblema da nação, por outro,  provocam uma reflexão sobre a condição atual da arquitetura e do urbanismo moderno.

Jac Leirner - Fase azul (Cosme e Damião) 1995 Cédulas e entretela 74x73 cm

Local: Galeria da Arte do SESI – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso. Av Paulista,1313 – Metrô Trianon-Masp

Data: de 28 de setembro de 2010 a 16 de janeiro de 2011

Horários: Segundas-feiras, das 11 às 20 horas; Terça-feira a Sábado, das 10 às 20 horas; Domingos, das 10 às 19 horas

Entrada Franca, livre para todos os públicos

Link: http://www.sesisp.org.br

29a Bienal de São Paulo – Pedro Vainer

Postado em Uncategorized em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

A 29a Bienal de Arte de São Paulo, como sempre, expõe uma grande variedade de artistas, movimentos, propostas, etc. Uma mistura interessante de formatos: pinturas, vídeos, instalações, fotografias e esculturas. A maioria das obras são contemporâneas, enquanto certas sessões são apenas referências á obras de artes já expostas – relatos históricos e explicativos de um movimento ou grupo artístico que teria relevância com as obras lá expostas.  Como em qualquer exposição que não é de uma classificação específica de arte, mas sim de uma série de obras como um conjunto histórico (espelhando a sociedade artística de hoje) não há um linha para seguirmos, possibilitando o andar livre do observador – sem restrições. As obras vão de pequenas fotografias a instalações monumentais, ora mudas ora sonoras.

Muitas das obras me decepcionaram. Via nelas um nível de futilidade intelectual grande. A obra digital “Opus 666″ (exposta numa tela de LCD) por exemplo, fazia-se confundir a estrela de david com a suástica nazista e a cruz com o símbolo do demônio. Tema que já vem se desgastando há muito tempo, o da dualidade da religião. Por essas e outras, muitas obras me parecem vãs no presente contexto histórico. Esperava m aproveitamento maior de novas técnicas eletrônicas e digitais.

Uma que me chamou atenção é a série The Crown Jewels, de Carlos Garaicoa. A obra consiste de uma série de miniaturas metálicas de prédios de diversos governos (geralmente prédios militares). Expostas individualmente sob luz fraca e paredes pretas (dentro de pequenas vitrines de vidro),  essas miniaturas são tratadas como as Jóias da Coroa. Uma forte crítica a idolatria da guerra, pelos próprios governadores. Além de atribuir uma qualidade monetária ás peças e consequentemente aos prédios e ao pensamento político.

Outra me chamou atenção, mas pelo intenso barulho. Um computador, uma televisão e um microfone encontram-se dentro de uma jaula. Na televisão e no computador assistimos a um looping de vídeo que mostra o artista Dr. Estranho convidando os espectadores a lhe trazer os seus “problemas sonóros”. O microfone está lá para isso: para grunhirmos, berrarmos etc. Enfim, arte interativa é o que não falta na exposição.

Por fim, a obra mais interessante é uma série de esculturas de cabeças de animais em bronze, gigantes., sustentadas por uma fina coluna também de bronze. A obra chama atenção logo de cara, pelo tamanho e pela grandiosidade visual. Engraçado achar, entre cabeças de bode, galo, cachorro etc. uma cabeça de um dragão chinês. Misturando o real com a mitologia.

Enfiim, uma exposição variada e interessante.

Horários de funcionamento
De 2ª a 4ª feira: das 9 às 19h.
5ª e 6ª feira: das 9 às 22h.
Sábado e domingo: das 9 às 19h.

Entrada gratuíta

ENTRADA ADMITIDA ATÉ UMA HORA ANTES DO FECHAMENTO.


Jaula do Dr.Estranho

Pentágono da série The Crown Jewels

Se Não Neste Tempo

Postado em Uncategorized em outubro 21, 2010 por cinemartvfaap

Por: Luiz Otávio de Castilho

Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea 1989-2010

A pintura produzida nas duas últimas décadas na Alemanha reunificada após a queda do Muro. A exposição traz  83 obras de 26 expoentes da arte produzida em Berlim, Leipzig, Dresden, Hamburgo, Düsseldorf, Munique e Karlsruhe.

Primeiro de tudo, queria comunicar que esta foi a minha primeira visita a um museu. Sim, eu sei, admitir isso em um curso “artístico” é dolorido, principalmente em uma época onde há trinta gênios por m² em uma sala de aula e onde a imagem de intelectual é mais importante quanto a própria produção de “obras” (quando há alguma). Coloco grande parte da culpa no interior (onde cresci), em que a arte tem pouquíssimos investimentos, quase nulo para falar a verdade, oficialmente pode até constar alguma verba, porém é repassada aos bolsos dos prefeitos e secretários; claro que há exposições independentes e diversas outras coisas, mas são muito mal divulgadas. Seria hipocrisia também jogar toda a responsabilidade nesses quesitos, eu não fiz a minha parte, poderia sim ter ido muito mais vezes, mas não fui, e sinto um grande vazio em meu repertório. Enfim, vamos ao que interessa.

Entrei no MASP e logo fui ao subsolo onde se encontrava a exposição, ela se divide em dois andares. Ao entrar no salão principal, um funcionário indica qual caminho devo fazer (deveria seguir pela esquerda e contornar, não podia começar pela direita), achei isso engraçado, sempre pensei que podíamos nos movimentar livremente (depois descobri que era apenas naquela parte). Este mesmo funcionário me seguiu por todos os lados, pensando provavelmente que eu retiraria uma tesoura de meu bolso e picotaria os quadros,  isso me causou pânico, uma mania de perseguição,  não consegui ficar a vontade, ele me olhava como se não era para eu estar ali; bom, talvez tenha sido apenas coisa da minha cabeça.

As obras são magníficas, há uma grande pluralidade de idéias, formas, ideologias políticas.  A exposição é de uma Alemanha reunificada, mas as divisões que antes eram geográficas e culturais, ainda estão presentes na arte, mesmo após a queda do Muro de Berlim.

Podemos fazer uma divisão entre um realismo socialista, e uma pop art capitalista, pelo menos foi o que consegui notar.  Vários estilos são representados, do abstrato ao figurativo,  de uma estética de rua “poluída” a uma arte acadêmica altamente elaborada.

Artistas como Jörg Immendorff, Daniel Richter, entre outros, possuem obras prazerosamente perturbadoras, com uma psicodelia incrível, fazem alusões a queda do Muro, autoridades e religião, por outro lado, a pop art desse período não me atinge em nenhum nível, considerei mais do mesmo, há clichês como retratar super-heróis americanos distorcidos e o homem  “sem rosto” com corpo de coca-cola (dos pintores Andreas Hofer e Werner Büttner).

No andar de baixo, há uma cópia de “Guernica” de Tatjana Doll, onde os traços são propositadamente “ruins”, me deu uma sensação estranha, nunca tive oportunidade de ver o original, e não sei se a intenção foi ser uma homenagem ou uma descontrução da obra.

Por fim, aproveitei e passei pela exposição do Romantismo nos andares acima, antes do ticket da zona azul da Rafaela (que estava comigo) esgotar o tempo.

Algumas imagens (não consegui encontrar minhas obras favoritas):

Informações gerais:

Em exposição:
19 de setembro de 2010 a 9 de janeiro de 2011terça a domingo das 11h às 18h, e às quintas-feiras das 11h às 20h.
Local:
Galeria Clemente de Faria, 1º subsolo do MASP
Curadoria:

Teixeira Coelho e Tereza de Arruda

Aqui um link de álbum da Folha com diversas imagens da exposição:

http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/995-pintura-alema-contemporanea-1989-2010

Esculpindo o belo…

Postado em Exposições em outubro 20, 2010 por cinemartvfaap

Post: Eileen Varejão


Passando por Berlim, na Ilha dos Museus, a exposição Egyptian Museum and Papyrus Collection me chamou bastante atenção. São obras elaboradas pelos próprios egípcios, principalmente no tempo do rei Akhenaton (cerca de 1340 aC) que acabam por contar suas histórias.

ssa exposição possui  uma das mais importantes coleções da arte egípcia antiga, como o busto da rainha Nefertiti, o retrado ta rainha Tiy e a “Cabeça Verde” de Berlim. Além de jóias e objetos feitos por eles, expostos por ordem cronológica a fim de mostrar a evolução desse povo.

       Objetos Aete decorativa e jóias feitas com pedras preciosas e ouro - Antigo Império

arte decorativa e esculpida em pedras preciosas e ouro , realizadas no começo da arte egípcia.

papiros.

papiros

Durante toda a exposição, disposta em três andares na ala norte do Neues Museum, eu achava algo que me impressionava cada vez mais. O interessante é que ela mostra desde obras pertencentes a diferentes épocas do Egito antigo, de 4000 aC até a época

Hieróglifos

Hieróglifos

romana. Para isso, expõe desde objetos e ferramentas deixados pelo povo que habitava o Egito no périodo entre 4000 a.C à 3100 a.C, os hieróglifos (escrita figurativa), esculturas e gigantescas tumbas, objetos esculpidos na pedra como artes decorativas, lindas jóias e objetos feitos de ouro, além de  documentos e obras literárias importantes para a época .

Coroa e anéis- período do Novo Império

Coroa e anéis- período do Novo Império

O interessante é que claramente deu para perceber as mudanças na cultura egípcia e os aprimoramentos técnicos mostrados nas produções da época. O que me chamou mais

Jóias (objetos) decorativos

Jóias (objetos) decorativos

atenção logo nas primeiras obras foram as jóias e textos que falavam sobre o começo do uso da maquiagem e adereços usados pelos egípcios, me fazendo refletir sobre a vaidade, principalmente sobre a critica que fazem a respeito do mundo capitalista em que a sociedade cobra padrões de beleza. O culto ao belo, entretanto, vem de muito antes ao período mercantil, mesmo que hoje seja de uma forma mais em prol da mercadoria, os egípcios mostraram nessa exposição que eram um povo que cultuavam a beleza e valorizavam os adereços e maquiagens para elevar o homem.

Chegando no final da exposição achei minha obra preferida, e acredito que de muitos visitante, o famoso busto de Nefertiti.

O busto de Nefertiti

O busto de Nefertiti

Essa obra com quase 3400 anos, em que o próprio nome já a traduz (significa “A mais bela chegou”), possui 50 cm de altura e está inacabada,  tendo o olho esquerdo sem a córnea (alguns dizem que esse olho não foi terminado para não causar inveja às deusas).  Esta é uma das partes do museu em que proíbem tirar fotos, mas mesmo as imagens disponíveis na internet não traduzem o que a reprodução da principal esposa do faraó Amen-hotep, mais conhecido como Akhenaton, transmite. A leveza das formas e precisão dos traços resultaram em uma enorme interrogação na minha mente a respeito da capacidade do povo egípcio para o manuseio e transformação dos objetos imprimindo além de fidelidade, a sensação de prefeição à obra. Isso mostra a mudança da arte dessa época, que deixava de lado a imobilidade tradicional da arte egípcia e passou a alcançar as mais elevadas etapas de perfeição e beleza.

Recomendo a todos que passarem por Berlim uma visita à Nefertiti e à outras exposições que acontecem ao mesmo tempo no Neues Museum. A entrada custa 10 euros e permite o acesso a todas as salas do museu, além de um fone de ouvido em alemão, inglês, russo, japonês, italiano ou espanhol que conta a história, contextualizando e falando das obras. A exposição que eu visitei está no museu desde 17 de outubro de 2009 e não tem prazo para acabar, ou seja, ainda dá tempo de ir, já que são obras que pertencem a ele.

LOCAL: Neues Museum (na Ilha dos Museus em Berlim- Alemanha)

HORÁRIO: Das 10 horas até às 18 horas (todos os dias da semana)

PREÇO : 10 euros

MAIS INFORMAÇÕES : http://www.neues-museum.de/

mais algumas fotos….

Vaso de cerâmica pintado

Vaso de cerâmica pintado

grafia na pedra

grafia na pedra

Arte decorativa feita em vidro com ouro e pedras preciosas

Arte decorativa feita em vidro com ouro e pedras preciosas

.

Tumbas

Tumbas

Deuses e Madonas – A arte do Sagrado (Mayara Barbi)

Postado em Uncategorized em outubro 19, 2010 por cinemartvfaap

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Deuses e Madonas” é a exposição que está acontecendo desde o dia 15 de outubro de 2010 até 16 de janeiro de 2011 no segundo piso do Masp em São Paulo.

Infelizmente não é permitido tirar fotos lá dentro.
Particularmente a exposição em si não me chamou a atenção. Tem poucas obras, e algumas, estrategicamente colocadas uma ao lado da outra, parecem iguais, exceto pela época em qu

e uma e outra foram pintadas e pela colocação dos personagens.
Tem uma pequena parte, um cantinho, literalmente, que tem uma parte eletrônica que se movimenta, é bem interessante.
O que mais me chamou a atenção foi uma espécie de mármore, no chão, com imagens sendo projetadas, só dá para entender as imagens se ficar na posição certa e prestar atenção.

A exposição terá um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados. Informações: 3251 5644, ramal 2112.

 

Local: Masp – Av. Paulista, 1578 – São Paulo/ SP

De terça-feira a domingo das 11h às 18h (a bilheteria fica aberta até as 17h30). De quinta-feira das 11h às 20h (bilheteria aberta até as 19h30).

Valor: R$15,00. Para estudantes, professores e aposentados: R$7,00. Menores de 10 anos e maiores de 60 não pagam. De terça-feira a entrada é franca para todos.

Mais informações: http://masp.art.br/masp2010/

Sem Título – A Arte Que Não Podemos Nomear

Postado em Exposições em outubro 18, 2010 por cinemartvfaap

Isabela Nadim

Sem Título – A Arte Que Não Podemos Nomear é uma exposição composta por obras de artistas que seguiram o caminho da arte abstrata, entre eles Agda Carvalho, Alice Brill, Edson Lourenço, Marcos Blau, Mauro Menezes, Paulo Chavez e Renina Katz.

No século XX surge uma arte que rompe totalmente com o tradicionalismo, que representava tudo de uma maneira bem realista imitando a natureza e os objetos da realidade concreta exterior, essa arte sem regra, nova e impactante é a abstrata, que além de proporcionar essa ruptura, cria diferentes vertentes no mundo artístico, permitindo sensações, interpretações, sentimentos e visões infinitas, relativas e únicas sobre uma mesma obra de arte.

A arte abstrata vai contra o que é comum, igual, previsível e redundante, ela é uma novidade. Por se tratar de algo novo, foi considerada por muitos como estranha, de mau gosto, desarmônica, vazia e até sem explicação, justamente pelo fato de não ter um vínculo com o mundo concreto, ou seja, com a imitação e representação. O mundo que passa a ser representado através dessa arte é o mundo interior.

A exposição é repleta de quadros, cada um diferente do outro, você fica parado diante deles um tempão refletindo, pensando, relacionando, tentando entendê-los ou pelo menos abstrair a mensagem deles.

Máscara 6 - Luiz Gonzaga de Souza, 1994

 

Pintura 31-76 – Paulo Chaves, 1976
Demorei um tempo para escolher meu preferido, gostei de muitos, alguns não entendi, outros não apreciei,  mas um que com certeza me deixou boquiaberta, foi esse:

Sem Título II - Celeste Barbosa

Não sei o motivo, mas me identifiquei muito com ele, vejo rostos quase apagados, sem expressões definidas, vejo um amontoado de pessoas que tentam ir além da superfície, rostos que querem se destacar do todo, que querem se mostrar e não serem confundidos com os outros. Sinto uma angústia, uma confusão por não saber ao certo o que eles querem me passar, talvez essa seja a essência da obra, proporcionar uma reflexão aos que a analisa, mostrando de uma forma abstrata a realidade do mundo concreto em que vivemos.

ABC x 12 - João Santos, 1996

Sem Título VIII

 
  
 A exposição Sem Título – A Arte Que Não Podemos Nomear está na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP, localizada na rua Kara, 105, Jardim Do Mar. A visitação acontece de terça a sábado, das 9h às 17h e na quinta até às 20h30. De 09 de outubro até 30 de dezembro de 2010. Entrada Franca. Fone: 11 4125-4056.
Para maiores informações: www.saobernardo.sp.gov.br

“sobreVIVER” por Beatriz Gallo

Postado em Uncategorized em outubro 8, 2010 por cinemartvfaap

Ao chegar ,na entrada para exposição, já nos deparamos com uma grande parede vermelha com o título da obra :“sobreVIVER”, o que já faz com que seus pensamentos voem. Enfim, atrás dessa mesma parede está a primeira ala da exposição, que é dividida em cinco partes

Antes de contar sobre a exposição devo dar uma breve introdução sobre a história do artista, pois é o que se estampa nas telas com muita intensidade. João de Quadros é paulistano de Barretos, que começou sua carreira no Brasil como autodidata; porém seu caminho o levou à cidade de Kassel, na Alemanha, onde ingressou na “Faculdade de Artes Plásticas de Kassel”, lá montou um ateliê  onde deixava todos os seus quadros e telas. Até que um dia houve um incêndio proposital em 2006 por parte de desconhecidos, no qual a maioria de sua produção de 12 anos foi dilacerada pelas labaredas. Porém desse caos sobraram algumas pinturas, apesar de comprometidas por queimaduras e modificações de tinta por causa do calor, e telas em branco também chamuscadas. Foram essas as telas usadas para a exposição que visitei. Das telas brancas se fez arte nova, das telas já pintadas se refez a arte proposta anteriormente.

A primeira parte da exposição se chama “Hannah Arendt”, que é uma homenagem a essa escritora e testemunha do nazismo. As obras aqui expostas foram feitas sobre as telas brancas comprometidas pelo incêndio. As pinturas mostram insetos na cor preta e na tela há marcas vermelhas, feitas com uma tinta que também sobreviveu ao atentado. Não se explicita a  técnica dessa série, mas percebe-se a tinta a óleo (vermelha) e algum outro tipo de tinta nos desenhos e escritas. Essas escritas, na tela,  são geralmente o nome do inseto desenhado, como um legenda em tamanho grande na própria obra.

A segunda parte se chama “Fênix” e é aquela que melhor explica o nome da exposição. Nessa seção percebe-se uma certa revolta do autor, pois ele usa cores fortes e escuras, bastante tinta e traços pesados. Uma obra ressalta às outras aqui: é uma chamada PIROMANÍACO que foi feita em 1998, oito anos antes do incêndio. Ela difere das outras não apenas pelo tema, aqui desenvolvido com bastante clareza, mas também como pelas cores mais suaves.

A terceira parte se chama “Jogos de Armar”. É a seção em que o autor usa como suporte jornais do período nazista. Estes são revestidos de óxido de zinco (mesmo processo de preparação de uma tela normal) e a pintura de insetos e ofídios é feita com canetinha e guache. Essa sala é a que se difere de fato de todas as outras, que são abertas e brancas. Aqui as pinturas estão expostas sobre mesas que parecem de interrogatório, seja pela disposição de lâmpadas pendentes sobre elas, seja pela escuridão da sala (preta e vermelha). Além disso, a arquitetura da mesma dá a impressão de esmagamento, de solidão, de aflição, pois afunila no final.

 

A quarta parte é composta por duas séries: “Kassel Ateliê” e “Ateliê São Paulo”. Ambos são abordados de forma não convencional, pois o foco não são os instrumentos que o pintor utiliza, mas sim o espaço em si, usando a cidade como metáfora de um grande ateliê. Mostra aqui o espaço de trabalho sem a mítica e romantismo do mesmo. Na série Kassel, ele banaliza o cotidiano e mostra elementos banais como postes de iluminação, trilhos de trem e prédios do extinto deposito de  grãos, onde se localizava seu ateliê. Na serie “Ateliê São Paulo” as cores são completamente contrastantes com a da série anteriormente citada, pois agora o plano de fundo é monocromático de cores intensas (como rosa choque ); aqui ele retrata o caos urbanos juntamente com herança colonial que temos.

A quinta e última parte se chama “Melancolia”. Após a perda de doze anos de trabalho e morando em São Paulo, o autor das obras se encontra em uma certa depressão que é bem estampada nessa série. As cores e os quadros em si dão a impressão de desolação. Usa frases de cartas que amigos lhe escreveram como “you left the continent without a word” estampadas nas telas.

Infelizmente não é permitido tirar fotos por medo de massificação. As obras não tem informação sobre método ou de suas dimensões, mas posso dizer com segurança, que com exceção da série “Jogos de Armar”, todas as telas tem dimensões de pelo menos 1m x 1.5m.

Dá-se a entender ao caminhar pela exposição, disposta cronologicamente, que o artista ainda está nessa fase de melancolia. Ele utilizou em quase todas as séries esse fator do incêndio, como recurso artístico, propondo assim uma  superação de seu próprio trauma e demonstração de uma sensibilidade aguda, misturando o tema pesado e desumano da violência (vandalismo em seu ateliê e o nazismo) e seres da natureza.

EXPOSIÇÃO JOSÉ DE QUADROS “SOBRE VIVER”
SESC POMPEIA

Curadoria: Tereza de Arruda.
Rua Clélia, 93
De 07/10 a 19/12. Terça a sexta, das 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: Livre
Local: Área de Convivência
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Website: www.sescsp.org.br
Twitter: twitter.com/sescpompeia
Email: email@sescpompeia.org.br

Atlas

Postado em Uncategorized em outubro 2, 2010 por cinemartvfaap

Hilal Sami Hilal por Rafaela Correia.

O Museu Lasar Segall apresenta a exposição Atlas do artista capixaba Hilal Sami Hilal, que utiliza materiais como fibra de algodão e cobre para a realização de suas obras.

O espectador se depara com uma exposição dividida em duas salas. A primeira expõe a obra Fotogramas (2010, Monotipia, Tínta vinílica e pigmentos sobre alumínio, 39,5 x 60 cm (cada), coleção do artista), o Vídeo Atlas (2007, 62 imagens, projeção 2,4 minutos) projetado em uma das paredes da sala, e a obra Atlas (2007, 0,90 x 2,80 m, fibra de algodão e pigmentos em formato de livro aberto) que dá nome à exposição. Na segunda sala, são apresentadas obras construídas a partir da corrosão, de cobre e alumínio, por ácido. Apesar da exposição aparecer separadamente, uma sala complementa a outra, como conceito por meio da idéia do livro que reúne a imagem e a letra.

Ao entrar na exposição, o observador tem duas opções para iniciar sua visita, pela direita, sala dos Fotogramas ou esquerda, sala das obras de cobre e alumínio. Eu optei por comecar pela sala do lado esquerdo, onde encontrei a obra Fotograma se relacionando com o Vídeo Atlas, de forma que o primeiro mostrava os fotogramas um por um, enquanto o video apresentava o resultado da união desses fotogramas; e ao fundo a grande obra Atlas, em forma de um grande livro, que me deu a sensação de mostrar de forma “abstrata” uma paisagem, com preto que compunha o pasto e um amarelo que chamava a atenção para o céu.

Ao entrar na segunda sala, me deparei com a apresentação das obras feitas em cobre e alumínio. Essa sala foi a que mais me chamou a atenção, em especial a obra Biblioteca (1990/2003, Cobre, coleção do artista), pois utiliza imagens e letras para expressar, de forma bem distinta, certos sentimentos. Percebe-se tal atitude, também nas obras Livro da dor (2007, Cobre, 43 x 48 x 3 cm, coleção particular), Humano (2010, Cobre, 29 x 27 x 2 cm, coleção do artista) e Pátria (2010, Cobre, 40 x 28 x 2 cm , coleção do artista).

O Museu abre de terças, sábados e feriados, das 14h00 as 19h00 e aos domingos das 14h00 as 18h00. A exposição de Hilal fica ao dispor do público de 8 de agosto à 24 de outubro. A entrada é franca.

Mas para você que já viu essa exposição, o Lasar Segall também oferece a exposição Lasar Segall Retrospectiva, o Cine Segall com ingressos que vão de cinco à dez reais, além da biblioteca Jenny Klabin Segall, Laboratórios de fotografia, Ateliê de Gravura, Ação educativa e Oficina de Criação de Literatura.

Vale a pena visitar!!

Exposição Atlas – Hilal Sami Hilal.

8 de agosto – 24 de outubro 2010.

TERC a SAB e FERIADOS, 14h00 – 19h00.

DOM, 14h00 – 18h00.

Museu Lasar Segall.

MUSEUSEGALL.GOV.BR

Rua Berta 111

041120-040 – Sao Paulo SP.

Tel: (11) 5574.7322

Metro Santa Cruz.


Conceição Tortato

Postado em Uncategorized em outubro 1, 2010 por cinemartvfaap



Post:

Júlia Cruz

Exposição:

Conceição Tortato

Artista:

Conceição Tortato

Conceição Tortato é uma artista baiana modernista, nascida em 8 de dezembro de 1949. Seus quadros são metáforas de sua personalidade: fortes, impactantes, coloridos, indecifráveis e geniosos.

Tive a oportunidade de entrevistar pessoalmente o marido e marchand de Conceição. Newton Tortato explicou empolgadamente a técnica e o o dom da esposa, revelando em cada frase sua admiração e companheirismo.

Ela faz arte contemporânea, em acrílico, o que obriga o artista a trabalhar com velocidade em sua composição, sem possibilidades de correções ou posteriores mudanças, tendo que colocar a idéia e sentimento de uma vez na tela. Trabalha muito abstratos e/ou geométricos. Tem como características marcante a criação e derivação de cores, o uso de cores vibrantes e com tonos, o que, segundo Newton, transmite bem sua personalidade ativa e inquieta. O desenvolvimento de suas telas é feito aleatoriamente, apenas há o planejamento de divisão inicial em três partes. Trabalha na horizontal, em um balcão, o que provoca a necessidade de movimentos bastante intensos, pinceladas de velocidade.
Tais características puderam ser observadas por mim. A composição dos quadros estava predominantemente vermelha. Todos os quadros expostos tinham a presença de um vermelho intenso, variando em grandes e pequenas quantidades de tela para tela.
Ela pinta em seu ateliê nos fundos de casa, em silêncio e apenas com a companhia dos passarinhos nas árvores. Seus quadros refletem seu interior. Segundo o marido, ela se inspira em sua própria vida pessoal, ou seja, cores mais escuras e fechadas quando tem aborrecimento e, em contrapartida mais alegres e claras quando está com boas novidades.
Conceição já fez diversas exposições, tanto no exterior quanto no Brasil, foi catalogada pelo catálogo de arte Júlio Louzada. A composição feita por seus quadros expostos no Shopping é constantemente alterada.
Conhecer o trabalho dessa artista, foi uma experiência bastante interessante, pessoalmente. Percebi que muitas vezes a alienação do cotidiano faz com que passemos com olhos vendados diante de obras de artes impressionantes, mas que estão exposta em um lugar que poderíamos chamar de “não convencional” para arte, como é o caso do Shopping, por ser um ambiente diretamente relacionado à lei da oferta e da procura. Perceber a arte presente ali foi significante e ampliou meu olhar ao mundo que me rodeia.

Quando? Segunda à sábado, das 10hs às 22hs. Domingos e feriados, das 12hs às 20hs

Onde? Primeiro subsolo do Shopping El Dorado (Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo)

Até quando? Sem previsão de término

Links? Segundo Newton Tortato, ainda não aderiram à sites com o objetivo de não massificar as obras. Mas você pode entrar em contato com a artista pelo email: mrtortato@webcable.com.br

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.