Na falta de Kurosawa, Xilogravura.

Postado em Uncategorized em novembro 5, 2010 por cinemartvfaap

1 - 

2 – meu nome:
Yghor Boy
3 – o título e o autor:
XiloGráfico – Rubem Grilo
4 – descrição da parada:
Após o fim da ditadura, Rubem Grilo deixa de fazer xilogravuras para ilustração de jornais e passa a desenvolvê-las como expressão de seu próprio intelecto e personalidade. A exposição apresenta gravuras dessa época da vida do artista.
5 – a exposição para o Yghor Boy:
Tenho que confessar que o que realmente desejava era postar no blog um texto referente à Exposição Comemorativa do Centenário de Akira Kurosawa que está ocorrendo no Instituto Tomie Ohtake. Impossibilitado, no entanto, de retornar ao local a fim de tirar uma foto de mim na frente do mesmo, acabei tendo que me contentar com Rubem Grilo, no centro da cidade. A exposição é interessante. Há nela um quadro em especial que me chamou a atenção, o Urbanoides. A forma com que ele tratou da sociedade moderna nesse quadro em particular lembrou-me muito o quadro “Green Day” do dadaísta George Grosz e, também, o caoticismo de “The City” do mesmo artista. Enfim, além dessa obra há muitas outras que trabalham de forma bela e, em alguns casos, até mesmo macabra o contraste preto/branco das gravuras. Retomo ao que disse no começo do texto, porém, e digo. Se puder, vá à exposição do cineasta, se sobrar tempo, visite o centro.

6 - 

7 – quando você pode visitar o Rubem:
23 de outubro a 28 de novembro de 2010
Terça a domingo, das 9h às 21h
Praça da Sé, 111 – Centro

http://www.caixacultural.com.br/html/index.html

I in U/ Eu em Tu- como é ser artista no mundo contemporâneo?

Postado em Uncategorized em novembro 5, 2010 por cinemartvfaap

Post por Pedro Tarek Riera

Fachada do CCBB

A artista norte americana Laurie Anderson tenta dar a resposta a esta pergunta em sua exposição I in U/ Eu em Tu, atualmente instalada no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da capital paulista.Laurie tenta retratar a transitoriedade do mundo atual em diversas linguagens, a artista não fica presa apenas em apenas uma forma de arte. Essa multiplicidade da artista combina muito com sua trajetória. Laurie começou com a música, mais especificamente era violinista da Orquestra Sinfônica Jovem de Chicago. Mais tarde estudou História da Arte e se especializou em escultura. A partir dai, Laurie não parou mais, lançou cd’s, fez performances, porém, nunca ficou fixada a apenas uma forma de expressão. Muito bem distribuída por três andares do belo prédio do CCBB, a exposição é uma verdadeira viajem por linguagens: desenhos na parede intercalados a poemas ou letras de música, esculturas, instalações audiovisuais.

A artista norte americana Laurie Anderson

A artista norte americana Laurie Anderson

As intervenções da artista no prédio chamam a maior atenção, porque quando vamos a uma galeria ou museu conhecer a obra de algum artista, esperamos encontrar pinturas, instalações, objetos materiais que possamos ver, sentir, ou tocar, já nesta exposição encontramos muitas palavras. Laurie Anderson afirma ser uma contadora de historia, em razão disso a palavra possui grande destaque em sua obra, para a artista a palavra não possui forma definida, a palavra tem diversas formas, diversas sonoridades, por isso a palavras,frases,letras são TRANS-FORMAS, pois seus significados vão além da forma.

Porém, não é só de palavras que é composta a exposição, instalações que combinam diversas formas como por exemplo a mesa onde canções em ondas graves estereofônicas são amplificadas e transmitidas através de conversores de energia, ou o vídeo aonde existe uma mistura de imagens e objetos localizados na sala, e um narrador que conta uma historia.

Enfim, Laurie Anderson, comprava nesta exposição ser verdadeiramente uma artista contemporânea, não fica presa a formas pré estabelecidas pelas galerias, apropria-se do espaço concedido e cativa o público que vê sua obra. Uma artista contemporânea, que retrata o mundo contemporâneo, de uma forma mais do que contemporânea, aliando tecnologia e poesia.

 

Obra da artista Laurie Anderson

Obra da artista Laurie Anderson

 

Obra Handphone Table

 

SERVIÇO

Data: 12 de outubro a 26 de dezembro
Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h
Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Recepção/Informações: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Agendamento de visitas monitoradas: gratuitas, com agendamento prévio para terça a sábado, pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 10h às 18h | Aos domingos, mediante solicitação no balcão de informações, no térreo, das 10h às 19h
Classificação: Livre
Entrada Franca

Vincent van Gogh: Campagna Senza Tempo-Città Moderna/ Timeless Campo e Cidade Moderna

Postado em Uncategorized em novembro 3, 2010 por cinemartvfaap

Gabriela Fernandes Rocha

 

 Roma a cidade que respira história 24horas, está oferecendo a exposição mundial de Vincent Van Gogh: Timeless Campo e Cidade Moderna. Com mais de 110 obras de arte. A exposição está sendo feita no monumento Vittoriano pelo Fórum Imperial, no centro de Roma. Na exposição de Van Gogh, holandês pós- impressionista podemos observar também obras de grandes artistas que influenciaram o pintor, artistas como: Cézanne, Pissarro Millet, Gauguin e Seurat.

A exposição explora a oposição da cidade e do campo em que o campo  tem sua paisagem que não é afetada pelo tempo e seu ambiente é permanente, já por outro lado o movimento rápido da vida na cidade moderna é retratado, e seu foco especial é em Paris.

 

O que me chamou atenção foi logo no início em que na entrada da exposição temos que subir uma escadaria. Ela dá de frente para uma das principais obras de Van Gogh, a obra do  Auto-Retrato 1887.

 

O pintor pós- impressionista me deixou impressionada, sem fazer neologismo ou piada, mas o tamanho da obra nessa exposição e a obra em si é linda. Então já gostei dessa exposição logo de cara.

Eu assumo que também já gostava do pintor, achava ele um grande artista devido seu desprezo pelas convenções, e também o admiro por saber que ele estudou muito, era uma pessoa inteligente, e seus estudos contribuíram para formação de suas obras. As pessoas achavam que ele era apenas louco que fazia meros rabiscos, porém ele sabia exatamente o que pintava. Pena que suas obras só ficaram conhecidas e tiveram valor após sua morte. Voltando a exposição de Van Gogh, observa-se que ele se baseia na idealização da imagem da vida rural que seria imutável esse conceito é observado nos retratos de agricultores, eles em ação de seus trabalhos no campo, as estações do ano também são fielmente retratadas junto das figuras. São exemplos para a sua pintura os campos holandês e francês. Uma obra bem bacana é :

A cidade também foi importante para o pintor, pois era considerada a experiência contemporânea. O progresso da indústria na cidade estava mudando para sempre o destino do homem. Na cidade Van Gogh pode expressar seu sentimento de modernidade.

O que eu achei legal também foi a não exclusividade de obras do Van Gogh, a exposição tem  também obras dos artistas que o influenciaram.  Então se vocês tiverem a oportunidade de irem até Roma, não esqueçam de visitar a exposição de Van Gogh, não irão se arrepender. Não só pelas obras legais, mas também pela diferente disposição das obras, escadarias, corredores e diversas salas. É tudo bem interessante vale a pena conferir.

Fiquem agora com algumas imagens da exposição:

Serviço da exposição:

 Van Gogh em Roma, de 8 de outubro 2010 até 6 de fevereiro de 2011

Endereço: Complesso Del Vittoriano.-Via S. Pietro in Carcere Fori Imperiali

Informação: telefone 06 6780664

  • Segunda a quinta 9h30 – 19:30
  •  Sexta e sábado 09h30 – 23:30
  • Domingo 9h30 – 20:30
  •  A entrada é permitida até uma hora antes de fechar o tempo.
  •  Os bilhetes custam 12,00 euros inteira e 8,50 meia.
  • Opções de Guias de áudio:- individual 5 euros

– duplo 7 euros

  • Visitas guiadas:- 70 € para adultos (maximo 25 pessoas)

- 45 € para estudantes

A reserva é obrigatória.

  • Site Oficial: www.comunicareorganizzando.it/mostre.asp?ID=189 #

Diálogos com Jean Plantu, cartuns pela paz-por Leonardo Santi

Postado em Uncategorized em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

Exposição que está no SESC-Consolação “Diálogos com Jean Plantu”  mostra que devemos prestar mais atenção ao que os cartunistas do mundo estão nos dizendo.

Jean Plantu é um cartunista francês que gosta de desenhar o que está acontecendo na nossa realidade “Sou totalmente dependente da realidade” diz ele. Mas apesar desta relação Plantu não deixa escapar a utopia.

O cartunista acredita que a imagem tenha a força de ser esclarecedora. Seus Cartuns têm um caráter que pode ser desde um toque poético e divagante como pode ser afirmativamente decidido com criticas que tem uma temática voltada para a justiça para o 3º mundo, crítca ao racismo, busca a uma verdadeira polítca, defesa dos direitos humanos entre outros. Jean Plantu-Sem título

Sua arte signifca coincidir a expressão com representação ele declara não ser caricatura, mas uma charge, ou seja, uma imagem com conteúdo voltada a suas críticas. E a exposição esta dividida em obras com os seguintes temas: Cartuns pela Paz, Brasil festa violência e utopia, América: imperialismo, violências e utopias e França da direita a esquerda.

Cartuns pela Paz

Diferença e Preconceito

Brasil festa violencia e utopia

O diálogo citado no título é realizado com Plantu e os cartunistas brasileiros Angeli, Loredano e Chico Caruso que deixaram a mostra obras que propõem uma temática próxima ao do francês e de uma ótima seleção de cores, temas, críticas, traços que fazem com que esta arte tenha um tom marcante. Chavez

Angelini-sem título

Feliz Natal Brasil e França-Plantu

A exposição esta no SESC consolação desde o dia 29 de setembro e vai até o dia 30 de outubro, de segunda a sexta das 10h as 22h, sabado, domingo e feriados das 9h às 18e a entrada é gratuita.

Gorbachev-Chico Caruso

As Construções de Brasília – Marina Galvão

Postado em Exposições em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

Marina Galvão

O seriviço social da indústria, Departamento Regional de São Paulo, e o Instituto Moreira Salles celebram o cinquentenário da capital federal trazendo a São Paulo “As construções de Brasília”. A exposição revela a singularidade de uma cidade planejada para ser a sede do governo e que se tornou cenário de ebulição política, econômica e administrativa. Uma seleção primorosa apresenta os três principais testemunhos da construção – Thomaz Farkas, um dos precursores da fotografia moderna no Brasil, o francês Marcel Gautherot e o alemão Peter Scheier, e exibe obras gráficas e de artes visuais, modernas e contemporâneas, assinadas pelos consagrados Jac Leirner, Cildo Meireles, Mary Vieira entre muitos outros artistas, que abordam a capital tanto no plano das aparencias quanto no simbólico.

Mary Vieira - brasilien baut brasilia, 1957. 118,5x84cm

brasilien baut brasilia (Brasil constrói Brasília) foi o título da participação brasileira na Interbau, exposição de arquitetura inaugurada em Berlim, em 1957, que exibiu pela primeira vez para um público europeu o Plano Piloto e os projetos da nova capital. O pôster da mostra realizado pela artista Mary Vieira parece inspirado na vista aérea de uma imensa floresta. Seus poucos elementos organizados com extrema clareza traduzem visualmente a ideia de que Brasília seria um foco de civilização no meio da mata. Verde como a bandeira nacional, o cartaz anuncia a nova capital como um novo emblema do país.

Marcel Gautherot - Esplanada dos ministérios em construção c.1958. Impressão em jato de tinta sobre papel de algodão 100x100cm

O fotógrafo francês Marcel Gautherot frequentou assiduamente a canteiro de obras da nova capital, sobretudo a pedido do arquiteto Oscar Niemeyer.  Suas fotos tiveram um papel fundamental na divulgação de Brasília,  sendo amplamente publicadas em revistas de arquitetura nacionais e internacionais. Gautherot realizou aproximadamente 3 mil imagens em Brasília. Os trabalhadores aparecem entre as ferragens, quase sempre pequenos em meio à monumentalidade das construções.  A Brasília do fotógrafo mostra um mundo novo, arejado e espaçoso, onde os homens poderiam circular em harmonia.

Thomaz Farkas - Dia da inauguração (laje de cobertura do edifício do palácio do Congresso Nacional) 1960. Impressão em jato de tinta sobre papel de algodão 60x90cm

Thomaz Farkas registrou o canteiro de obras de Brasília. Fez o retrato épico do dia da inauguração. Uma de suas imagens mais emblemáticas da série, mulheres e homens, caminhando sobre a laje do Congresso, como se a imagem nos dissesse que Brasília finalmente seria capaz de reconciliar o Brasil rural e arcaico com sua face moderna.

Em um momento da exposição, observamos o aparecimento de imagens de Brsília em obras, linguagens variadas, de artístas de diferentes gerações por meio de  mapas, cédulas de dinheiro, recortes de jornal, cartazes e cartões-postais. Por um lado, elas discutem o status da cidade como emblema da nação, por outro,  provocam uma reflexão sobre a condição atual da arquitetura e do urbanismo moderno.

Jac Leirner - Fase azul (Cosme e Damião) 1995 Cédulas e entretela 74x73 cm

Local: Galeria da Arte do SESI – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso. Av Paulista,1313 – Metrô Trianon-Masp

Data: de 28 de setembro de 2010 a 16 de janeiro de 2011

Horários: Segundas-feiras, das 11 às 20 horas; Terça-feira a Sábado, das 10 às 20 horas; Domingos, das 10 às 19 horas

Entrada Franca, livre para todos os públicos

Link: http://www.sesisp.org.br

29a Bienal de São Paulo – Pedro Vainer

Postado em Uncategorized em outubro 28, 2010 por cinemartvfaap

A 29a Bienal de Arte de São Paulo, como sempre, expõe uma grande variedade de artistas, movimentos, propostas, etc. Uma mistura interessante de formatos: pinturas, vídeos, instalações, fotografias e esculturas. A maioria das obras são contemporâneas, enquanto certas sessões são apenas referências á obras de artes já expostas – relatos históricos e explicativos de um movimento ou grupo artístico que teria relevância com as obras lá expostas.  Como em qualquer exposição que não é de uma classificação específica de arte, mas sim de uma série de obras como um conjunto histórico (espelhando a sociedade artística de hoje) não há um linha para seguirmos, possibilitando o andar livre do observador – sem restrições. As obras vão de pequenas fotografias a instalações monumentais, ora mudas ora sonoras.

Muitas das obras me decepcionaram. Via nelas um nível de futilidade intelectual grande. A obra digital “Opus 666″ (exposta numa tela de LCD) por exemplo, fazia-se confundir a estrela de david com a suástica nazista e a cruz com o símbolo do demônio. Tema que já vem se desgastando há muito tempo, o da dualidade da religião. Por essas e outras, muitas obras me parecem vãs no presente contexto histórico. Esperava m aproveitamento maior de novas técnicas eletrônicas e digitais.

Uma que me chamou atenção é a série The Crown Jewels, de Carlos Garaicoa. A obra consiste de uma série de miniaturas metálicas de prédios de diversos governos (geralmente prédios militares). Expostas individualmente sob luz fraca e paredes pretas (dentro de pequenas vitrines de vidro),  essas miniaturas são tratadas como as Jóias da Coroa. Uma forte crítica a idolatria da guerra, pelos próprios governadores. Além de atribuir uma qualidade monetária ás peças e consequentemente aos prédios e ao pensamento político.

Outra me chamou atenção, mas pelo intenso barulho. Um computador, uma televisão e um microfone encontram-se dentro de uma jaula. Na televisão e no computador assistimos a um looping de vídeo que mostra o artista Dr. Estranho convidando os espectadores a lhe trazer os seus “problemas sonóros”. O microfone está lá para isso: para grunhirmos, berrarmos etc. Enfim, arte interativa é o que não falta na exposição.

Por fim, a obra mais interessante é uma série de esculturas de cabeças de animais em bronze, gigantes., sustentadas por uma fina coluna também de bronze. A obra chama atenção logo de cara, pelo tamanho e pela grandiosidade visual. Engraçado achar, entre cabeças de bode, galo, cachorro etc. uma cabeça de um dragão chinês. Misturando o real com a mitologia.

Enfiim, uma exposição variada e interessante.

Horários de funcionamento
De 2ª a 4ª feira: das 9 às 19h.
5ª e 6ª feira: das 9 às 22h.
Sábado e domingo: das 9 às 19h.

Entrada gratuíta

ENTRADA ADMITIDA ATÉ UMA HORA ANTES DO FECHAMENTO.


Jaula do Dr.Estranho

Pentágono da série The Crown Jewels

Se Não Neste Tempo

Postado em Uncategorized em outubro 21, 2010 por cinemartvfaap

Por: Luiz Otávio de Castilho

Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea 1989-2010

A pintura produzida nas duas últimas décadas na Alemanha reunificada após a queda do Muro. A exposição traz  83 obras de 26 expoentes da arte produzida em Berlim, Leipzig, Dresden, Hamburgo, Düsseldorf, Munique e Karlsruhe.

Primeiro de tudo, queria comunicar que esta foi a minha primeira visita a um museu. Sim, eu sei, admitir isso em um curso “artístico” é dolorido, principalmente em uma época onde há trinta gênios por m² em uma sala de aula e onde a imagem de intelectual é mais importante quanto a própria produção de “obras” (quando há alguma). Coloco grande parte da culpa no interior (onde cresci), em que a arte tem pouquíssimos investimentos, quase nulo para falar a verdade, oficialmente pode até constar alguma verba, porém é repassada aos bolsos dos prefeitos e secretários; claro que há exposições independentes e diversas outras coisas, mas são muito mal divulgadas. Seria hipocrisia também jogar toda a responsabilidade nesses quesitos, eu não fiz a minha parte, poderia sim ter ido muito mais vezes, mas não fui, e sinto um grande vazio em meu repertório. Enfim, vamos ao que interessa.

Entrei no MASP e logo fui ao subsolo onde se encontrava a exposição, ela se divide em dois andares. Ao entrar no salão principal, um funcionário indica qual caminho devo fazer (deveria seguir pela esquerda e contornar, não podia começar pela direita), achei isso engraçado, sempre pensei que podíamos nos movimentar livremente (depois descobri que era apenas naquela parte). Este mesmo funcionário me seguiu por todos os lados, pensando provavelmente que eu retiraria uma tesoura de meu bolso e picotaria os quadros,  isso me causou pânico, uma mania de perseguição,  não consegui ficar a vontade, ele me olhava como se não era para eu estar ali; bom, talvez tenha sido apenas coisa da minha cabeça.

As obras são magníficas, há uma grande pluralidade de idéias, formas, ideologias políticas.  A exposição é de uma Alemanha reunificada, mas as divisões que antes eram geográficas e culturais, ainda estão presentes na arte, mesmo após a queda do Muro de Berlim.

Podemos fazer uma divisão entre um realismo socialista, e uma pop art capitalista, pelo menos foi o que consegui notar.  Vários estilos são representados, do abstrato ao figurativo,  de uma estética de rua “poluída” a uma arte acadêmica altamente elaborada.

Artistas como Jörg Immendorff, Daniel Richter, entre outros, possuem obras prazerosamente perturbadoras, com uma psicodelia incrível, fazem alusões a queda do Muro, autoridades e religião, por outro lado, a pop art desse período não me atinge em nenhum nível, considerei mais do mesmo, há clichês como retratar super-heróis americanos distorcidos e o homem  “sem rosto” com corpo de coca-cola (dos pintores Andreas Hofer e Werner Büttner).

No andar de baixo, há uma cópia de “Guernica” de Tatjana Doll, onde os traços são propositadamente “ruins”, me deu uma sensação estranha, nunca tive oportunidade de ver o original, e não sei se a intenção foi ser uma homenagem ou uma descontrução da obra.

Por fim, aproveitei e passei pela exposição do Romantismo nos andares acima, antes do ticket da zona azul da Rafaela (que estava comigo) esgotar o tempo.

Algumas imagens (não consegui encontrar minhas obras favoritas):

Informações gerais:

Em exposição:
19 de setembro de 2010 a 9 de janeiro de 2011terça a domingo das 11h às 18h, e às quintas-feiras das 11h às 20h.
Local:
Galeria Clemente de Faria, 1º subsolo do MASP
Curadoria:

Teixeira Coelho e Tereza de Arruda

Aqui um link de álbum da Folha com diversas imagens da exposição:

http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/995-pintura-alema-contemporanea-1989-2010

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